Pensando em adotar um cachorro? Procure a USP

Universidade lança campanha para dar um abrigo a animais deixados no câmpus do Butantã e coibir o abandono, que aumenta nesta época do ano

TIAGO DANTAS, O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2012 | 03h05

Todos os meses, pelo menos dez cães são abandonados na Cidade Universitária, no Butantã, zona oeste da capital. E o número costuma aumentar entre dezembro e fevereiro. Para evitar que isso aconteça, a Universidade de São Paulo (USP) lançou uma campanha para incentivar a adoção desses cachorros e coibir o abandono de animais dentro do câmpus.

Atualmente, há cem cães esperando um novo lar no abrigo temporário próximo do prédio da Coordenadoria do Câmpus, que começou a funcionar como um canil improvisado em 2001. Há bichos de várias raças e tamanhos. Dos filhotes aos mais velhos, todos foram deixados em algum ponto da Cidade Universitária por seus donos.

Quem anda pelo câmpus pode ver cartazes com as frases "Abandono de animais é crime. Estamos de olho". Os painéis fazem parte da campanha e lembram os visitantes de que praticar abusos e maus-tratos contra bichos pode dar de 3 meses a 1 ano de prisão. Funcionários e Guarda Universitária estão orientados a denunciar à polícia os casos de abandono flagrados.

Reduzir casos. "A ideia é reduzir ao máximo o abandono", afirma o engenheiro José Eduardo de Sá Sonnewend, chefe da Divisão de Gestão Socioambiental da Coordenadoria do Câmpus, que cuida do abrigo. "Sabemos que o abandono zero é difícil. Nesta época de férias, é comum a pessoa viajar e, como não tem com quem deixar o cachorro, acabar largando em algum lugar. Já encontramos até caixa com ninhadas", completa.

Além de ceder o espaço aos animais, a coordenadoria é responsável pela alimentação dos bichos. São 25 quilos de ração por dia. Acompanhamento veterinário, castração, vacinação e vermifugação - procedimentos pelos quais todos os cachorros recolhidos na Cidade Universitária precisam passar - são responsabilidade de voluntários do Programa USP Convive e da ONG Patinhas Online. Como está perto do limite de sua capacidade, o abrigo não recebe doações.

Dois funcionários da coordenadoria tomam conta do canil. A dedicação de Elizabeth Raboczkay é tanta que, no fim da tarde de sexta-feira, mesmo durante suas férias, ela apareceu na USP. "É muita coisa para fazer. Não dá para ficar longe", diz.

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