Pelourinho vai aparecer em dose dupla na Sapucaí

Tambores do Olodum, imagem de Iemanjá, orixás e réplica de igreja barroca se repetirão nos desfiles de Portela e Imperatriz

ROBERTA PENNAFORT / RIO , O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2012 | 03h06

Referência obrigatória em qualquer enredo sobre cultura baiana, o Pelourinho será retratado em dose dupla na primeira noite de desfiles das escolas de samba do Rio. Tanto a Portela, que cantará as festas populares da Bahia, quanto a Imperatriz, cujo enredo é o escritor Jorge Amado, prepararam carros alegóricos que reproduzem suas casas coloniais coloridas.

Nos dois casos, tambores do Olodum, o grupo cultural sediado no Pelourinho, nas cores vermelha, verde e amarela, rodeiam o casario. Outras imagens que vão se repetir são a réplica de uma igreja barroca, a imagem de Iemanjá e alusões a Nosso Senhor do Bonfim e a orixás.

A Portela será a segunda a desfilar e a Imperatriz, a terceira. "As comparações vão existir, mas a gente não pode ficar preocupado com isso. Cada escola tem sua identidade", minimiza o carnavalesco Paulo Menezes, da tradicional Azul e Branco.

"Cada artista é um artista, nunca um carro vai ser igual ao outro. Se tiver coincidência, vai ser muito bom, porque vão ver quem fez melhor", diz Max Lopes, da Imperatriz, lembrando que seu enredo, alusivo ao centenário de Jorge Amado, foi anunciado antes da escolha da Portela, ainda em maio de 2011.

Outros casos. A Imperatriz passou por experiência semelhante em 1994, ano em que venceria o carnaval com o enredo sobre um episódio curioso do relacionamento Brasil-França: uma grande festa que a rainha francesa Catarina de Médicis promoveu no século 16 em Rouen, capital da Normandia, usando a cultura indígena e a fauna e flora brasileiras na decoração.

O Império Serrano saiu com o mesmo enredo, mas ficou em 16.º lugar, o último do Grupo Especial. Ambas levaram índios e nobres à passarela.

Em 2002, as arquibancadas viram aviões em dobro: Salgueiro e Beija-Flor falaram do sonho do homem de voar e dos pioneiros da aviação. O Salgueiro, patrocinado pela TAM, ficou em sexto lugar; a Beija-Flor, que recebeu investimento da Varig, conseguiu o segundo.

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