Pedro da Rocha/AE
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Pelo segundo dia, PM é executado e base atacada em SP

Policial foi executado por três criminosos quando estava em um mercado na zona sul de SP; base localizada em Itaquera foi atacada por 4 homens em veículo roubado

Pedro da Rocha e Ricardo Valota, do estadão.com.br,

22 de junho de 2012 | 07h08

SÃO PAULO - Um policial militar foi executado na zona sul de São Paulo e uma base da PM atacada na zona leste, nesta noite de quinta-feira, 21, e madrugada desta sexta-feira, 22. O policial estava à paisana em um supermercado no bairro Jardim Comercial, quando três criminosos dispararam contra ele, que revidou e matou um dos bandidos. Já os quatro homens que atacaram a base no bairro de Itaquera foram encontrados por uma viatura. Houve tiroteio e um dos bandidos morreu. Durante esta madrugada, a reportagem do estadão.com.br passou em companhias da PM e viu policiais em alerta. Na quarta-feira, 20, dois policiais militares também foram mortos e uma base atacada em São Paulo.

 

Reportagem da Folha de S. Paulo publicada nesta sexta-feira, 22, afirma que a Corregedoria da Polícia Militar e o DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), da Polícia Civil, investigam a suspeita de que as recentes mortes de policiais militares tenham sido retaliação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) contra a operação das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, da PM, que matou seis homens em maio, na zona leste de São Paulo. Nesta quarta-feira, 21, o secretária de Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, rechaçou a hipótese. Ele afirmou que o ataque à base da PM e as execuções de policiais são fatos isolados e não ações orquestradas por facções criminosas.

 

De acordo com a Polícia Civil, eram 20h quando três criminosos abordaram o soldado Paulo César Lopes Carvalho, lotado no 37º Batalhão, dentro de um mercado no número 191 da rua Henrique San Mindlin. Eles chegaram a chamá-lo pelo nome para ter a certeza de sua identidade. Houve tiroteio e o soldado conseguiu atingir um dos assaltantes, mas acabou baleado na cabeça. O criminoso morreu no pronto-socorro do Campo Limpo e o policial no Hospital M' Boi Mirim. Os outros dois bandidos fugiram em uma moto.

 

Ataque à base. A base da 4ª Companhia do 39º Batalhão, localizada no número 301 da rua Joapitanga, foi atacada à 1h30 por quatro criminosos em um carro roubado pouco antes. De acordo com o major André Luiz Ferreira, comandante operacional do 39º Batalhão, o carro subiu a rua e os criminosos dispararam, de dentro do veículo, cerca de dez tiros contra a base.  Dois policiais estavam no local e ninguém se feriu.

 

Uma viatura da Força Tática do 39º Batalhão encontrou o veículo roubado na avenida José Pinheiro Borges. Houve perseguição e os criminosos bateram o carro em um poste, próximo ao Shopping Itaquera. Os quatro bandidos trocaram tiros com os dois soldados que estavam na viatura. Um dos criminosos foi baleado e morreu. Um dos policiais levou um tiro no peito, mas usava colete à prova de balas e sofreu apenas escoriações. Os outros três suspeitos fugiram a pé.

Onda de violência. O policial Vaner Dias, de 44 anos, da Cavalaria, foi moto na noite de quarta-feira, quando dava aula de jiu-jítsu em uma academia na avenida Caneiro Ribeiro, na Vila Formosa. Três homens entraram dizendo que estavam interessados em conhecer a academia e executaram Dias a tiros.

Na madrugada desta quinta-feira, a base da 4ª Companhia do 38º Batalhão, na Avenida Luís Pires de Minas, em São Mateus, foi atacada a tiros por um homem em uma moto e quatro em um Pálio. Ninguém se feriu no ataque.

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