Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Pelo menos 65% da população de Osasco está sem ônibus, diz prefeito

De acordo com o prefeito de Osasco, Jorge Lapa, toda a zona sul da cidade está sem ônibus e, na zona norte, apenas 70% da frota está circulando

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

22 Maio 2014 | 12h54

OSASCO - Pelo menos 65% da população de Osasco está sem ônibus desde quarta-feira, 21, após as duas empresas que operam na cidade iniciarem uma paralisação. A estimativa da população prejudicada foi dada pelo prefeito Jorge Lapas na manhã desta quinta-feira, 22, durante um evento que acontecia no Hospital Regional de Osasco. "Nós já havíamos fechado o acordo de reajuste com o sindicato no sábado passado. Ontem, nós fomos pegos de surpresa com essa paralisação que, provavelmente, está sendo feita por uma dissidência do sindicato. É uma ação exatamente igual à realizada na capital".

Segundo prefeito, toda a zona sul da cidade, que é atendida pela empresa Viação Osasco, está sem ônibus. Já a zona norte, onde opera a empresa Urubupungá, cerca de 30% da frota está fora das ruas. "Esperamos que essa situação seja resolvida na tarde de hoje, durante audiência de conciliação marcada no Tribunal Regional do Trabalho de Osasco".

O encontro, que contará com representantes da prefeitura, das empresas e dos trabalhadores que aderiram a paralisação está marcado para as 14h.

Enquanto isso a população sofre com a falta de transporte público. A doméstica Marli Neide Santos, de 58 anos, esperava há 1h30 um ônibus para casa após passar por uma sessão de hemodiálise no Hospital Regional de Osasco."Para vir ao hospital, já ficamos 1h20 no ponto esperando o ônibus. Só conseguimos chegar porque meu filho nos deu uma carona, mas agora ele está trabalhando e não pode nos buscar", lamentou a doméstica que estava acompanhada do marido no ponto de ônibus próximo à unidade de saúde.

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