Pelo menos 1 em cada 3 sedes manterá calendário

Com o aval do Ministério da Educação (MEC), Estados e municípios decidiram driblar a Lei Geral da Copa. Levantamento da reportagem nas 12 cidades-sede e unidades da Federação que vão receber os jogos aponta que pelo menos 5 Estados e 4 cidades-sede vão manter atividades pedagógicas enquanto as bolas estiverem rolando nos gramados.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

16 Novembro 2013 | 02h08

Nos locais em que o calendário foi adaptado, as aulas começarão mais cedo - à exceção da Bahia, cujo ano letivo terá início só depois do carnaval e término em 26 de janeiro de 2015.

Chancelados pelo parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE), Amazonas, Paraná, Pernambuco, Mato Grosso e Rio Grande do Sul terão aulas durante algum período do Mundial. No caso do Rio Grande do Sul, o recesso escolar de meio de ano será após o torneio - de 19 de julho a 3 de agosto. As redes municipais de Curitiba, Fortaleza, Manaus e Porto Alegre também vão manter atividades.

Enganação. Relator da Lei Geral da Copa do Mundo, o deputado Vicente Cândido (PT-SP) afirma que a norma foi adotada porque dificilmente haverá atividades pedagógicas durante o evento. "Falar que vai ter aula no período de Copa é enganação.Quem achar que pode ter aula, tudo bem, mas é claro que na prática não haverá como ter aula em dia de jogo do Brasil ou outra partida importante. Onde tiver, vão liberar mais cedo", diz. /R.M.M. e E.B.

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