Pelo fim do tempo regulamentar!

Se no futebol, como nas quadras de tênis, em vez do tempo regulamentar, fosse o placar que determinasse a duração da disputa em campo, a maioria dos jogos desta Copa duraria pra lá de 10 horas, como aconteceu nesta incrível partida entre Nicolas Mahut e John Isner, no Torneio de Wimbledon, a mais longa da história do esporte.

Tutty Vasques, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2010 | 00h00

Pelo que se viu na fase de classificação do Mundial na África do Sul, se botar a seleção da Inglaterra, por exemplo, para jogar uma "partida de 3", precisa de, pelo menos, três dias de jogo. A Itália levaria uma semana para vencer! A Suíça, o mesmo tempo para perder. Os times africanos acabariam desistindo.

Culpa dos entendidos que propagam na cultura do futebol a arte de não deixar o adversário jogar, tirando-lhe espaços, fechando o meio, valorizando a posse de bola, apertando a marcação, todas essas coisas que técnicos e comentaristas ensinam para imobilizar o adversário em campo. Conselhos que, seguidos à risca por todos, resultam em 0 a 0 - 1 a 1 é goleada!

O antídoto para isso é o resgate na Copa de 2014 de uma velha prática das peladas de rua: "Partida de 6, em 3 vira o campo". Fazer gols voltaria a ser mais importante que não tomá-los. Ninguém joga tênis na Retranca!

Corrente pra frente

Como sempre acontece quando Fátima Bernardes está na Copa a serviço, a galera da redação da TV Globo no Rio combinou sair logo depois do Jornal Nacional para comemorar a vitória do Brasil na casa do William Bonner. Numa dessas

ocasiões, em 2002, teve gente que saiu da festa direto para o Bom Dia Brasil.

Pirlo de fora

Os italianos estão inconsoláveis! "Por que o Pirlo não entrou antes?" - perguntam-se uns aos outros. É o tipo de conversa que, se não tomar cuidado, já viu onde vai dar, né? O Vaticano já até proibiu padres de tocarem no assunto.

Bola da vez

José Serra chegou às oitavas de final em segundo lugar de seu grupo no Ibope. Está, tudo indica, estranhando a Jabulani!

Pobres ianques

Os EUA deviam substituir Bill Clinton por Jimmy Carter na plateia de seus jogos na África do Sul. Do jeito que estão roubando os americanos em campo nesta Copa, francamente, eles vão precisar de alguém com experiência de observador internacional de olho na Fifa nas oitavas de final.

Efeito eliminação

A greve-geral de ontem na França deve, pela lógica, chegar a qualquer momento à Itália! Em matéria de descontentamento popular, os dois países saíram da Copa do Mundo mais ou menos na mesma situação.

A toque de caixa

Lula inaugurou solenemente na terça-feira um monumental terreno baldio em Marabá (PA). E tem gente que nem assim acredita que o País estará com as obras prontas para a Copa de 2014. Ô, raça!

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.