Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Pelo 2º dia, chuva não alivia reserva de água do Cantareira

Mesmo com a precipitação equivalente a 15 dias de outubro, houve mais redução da capacidade, para 12,1%; semana deve ser úmida

Caio do Valle e Paula Felix, O Estado de S. Paulo

02 de novembro de 2014 | 10h54

Atualizada às 7h25 do dia 3/11

SÃO PAULO - Pelo segundo dia consecutivo, a chuva atingiu o Sistema Cantareira, principal manancial paulista. A precipitação registrada entre a noite de sábado, 1º, e a madrugada de domingo, 2, foi equivalente a 15 dias, caso se considere o mês passado. Mesmo assim, o nível das represas continua a cair.

Dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) indicam que as represas do reservatório tinham 12,1% de sua capacidade neste domingo. No sábado, dia 1.º, havia 12,2% e na sexta, 12,4% - considerando a segunda cota do volume morto, ou seja, a reserva profunda. No ano passado, em 2 de novembro, não houve registro de chuva, mas o nível do reservatório estava em 36,3% do volume útil.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), entre as 9 horas de sábado e as 9 horas de domingo, a capital paulista registrou 8,2 milímetros acumulados de chuva. Sobre o Sistema Cantareira, a Sabesp informa mais que o dobro de precipitação: 19,1 milímetros - considerada razoavelmente forte. Para se ter ideia, durante todo o mês de outubro, o volume de chuva no manancial foi de 45,2 milímetros. A média histórica do mês é de 130,8 milímetros - ante 161,2 milímetros em novembro.

Desde o dia 24 de outubro, a captação já leva em consideração a segunda cota da reserva técnica, mais conhecida como volume morto. Quando começou a ser somado, o nível do sistema estava em 3%, o mais baixo da história, e passou para 13,6%.A estiagem também afeta o Sistema Alto Tietê. A pluviometria acumulada de outubro foi de 20,1 milímetros, patamar bem abaixo da média histórica de 117,1 milímetros. A reserva do Sistema Alto Tietê se manteve em 8,9% neste domingo, nível igual ao de sábado. No Sistema Guarapiranga, que atende 3,8 milhões de pessoas na Grande São Paulo, o volume armazenado está em 38,8%. No Rio Grande, o volume é de 68,5 %; no Rio Claro é de 42,2 % e no Alto Cotia, de 30%.

Próximos dias. O Inmet informava que havia previsão de mais chuva na região ainda na tarde deste domingo. Mas, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), o vento predominante do mar em direção ao continente inibiu a formação de nuvens carregadas nas proximidades da Grande São Paulo. Dessa forma, caiu a possibilidade de chuva forte para os próximos dias.

“Mas existe a tendência de que novembro deve ser um mês mais úmido”, afirma a meteorologista Bianca Lobo, da Climatempo, que destaca que só a terceira semana deve ser mais seca. “Hoje, teremos pancadas isoladas. Entre a tarde e a noite de amanhã, vai chegar uma frente fria e a previsão é de pancadas de chuva mais generalizadas.”

Bianca diz que as temperaturas devem ficar mais amenas na quarta e na quinta-feira, com máximas até 26 ºC. O calor deve voltar na sexta-feira e as temperaturas podem variar entre 20ºC e 32 ºC. “No próximo fim de semana, deve chegar uma nova frente fria com chuva forte e generalizada, mas o sábado ainda vai ser abafado.”/COLABOROU CIRCE BONATELLI

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