Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Nível do Cantareira cai pelo 17º dia consecutivo

Os seis principais mananciais de abastecimento da Grande São Paulo estão com capacidade abaixo da média para o período

O Estado de S. Paulo

18 de agosto de 2015 | 10h15

SÃO PAULO - Considerado o principal responsável pelo abastecimento no Estado de São Paulo, o Sistema Cantareira teve perda de volume de água pelo 17º dia consecutivo, segundo boletim da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), divulgado nesta terça-feira, 18. Dos seis principais mananciais do Estado, o Cantareira foi o único que teve queda, os outros cinco permaneceram com nível estável. 

Responsável pelo abastecimento de 5,2 milhões de pessoas, o Cantareira chegou nesta terça-feira a 16,8% de sua capacidade, no índice que já considera os dois volumes mortos, adicionadas no ano passado. A queda em relação ao dia anterior, quando estava com 17%, foi de 0,2 ponto porcentual. 

Enfrentando uma seca rigorosa, até mesmo para agosto, em todos os mananciais a pluviometria acumulada ao longo do mês é inferior ao que deveria ter chovido em apenas 24, de acordo com a média histórica do período. Há quatro dias que nenhum dos mananciais registra volume de precipitação. O último a ter registro foi o sistema Alto Tietê com 0,1 milímetros no sábado, 15.

Já o Cantareira registrou chuva pela última vez no último dia 11 e está com 2,6% do volume esperado para o mês inteiro. O índice é bem inferior até ao do ano passado, considerado pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB) o mais seco da história de São Paulo. Em 2014, já havia chovido 19,2mm durante esse período. 

Outros mananciais. Atualmente responsável por atender o maior número de habitantes de São Paulo (5,8 milhões), o Guarapiranga ainda não recebeu chuva neste mês. O manancial opera com 71,2% da capacidade, nível estável em relação ao dia anteriro. 

O Alto Tietê também permaneceu com o nível de volume armazenado estável nesta terça-feira, em 15,8%. O volume do manancial também já considera 39,4 bilhões de litros de água de uma cota de volume morto. Os sistemas Rio Claro e Alto Cotia permaneceram com o mesmo volume armazenado do dia anterior em com 64,5% e 56,3%, respectivamente.

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