Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Pela janela, ela vê 'jaulas'

Nova, Vila Andrade sofre com segurança

Edison Veiga e Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2017 | 05h00

SÃO PAULO - Perto do Morumbi, ao lado da favela de Paraisópolis, Vila Andrade é um bairro jovem, novíssimo: sua verticalização é praticamente toda do século 21. Isso explica, por exemplo, o fato de o bairro ter sido o que mais cresceu em São Paulo na última década: um salto de 73 mil para 127 mil habitantes. 

Advogada e síndica profissional, Patricia Pereira Moreno, de 47 anos, engrossou a estatística. Ela se mudou para um prédio do bairro em 2009, imóvel então recém-inaugurado. “O custo-benefício da região é bom. Mas de lá para cá vejo que a quantidade de prédios construídos é absurdamente alta”, comenta a advogada. 

Como efeitos colaterais do boom imobiliário, Patricia reclama do trânsito e da segurança. “É uma coisa fora do normal. Em horários de pico, chego a levar duas horas para conseguir chegar ao centro de São Paulo.” 

Já a preocupação com a criminalidade é visível nas próprias portarias dos prédios – quase todos contam com serviços de empresas de segurança privada. “Em média, 60% da arrecadação de cada condomínio é destinada à segurança”, afirma Patricia. 

“Às vezes penso que parece uma jaula a vida de dentro de cada prédio.” Patricia já foi assaltada quatro vezes nas redondezas. E, no ano passado, acabou vítima de um sequestro relâmpago.

O lado bom é que o aumento do número de prédios nos últimos anos trouxe, a tiracolo, um comércio agitado. “O dia a dia ficou mais prazeroso”, compara. “Temos padaria, mercado, farmácia, posto de gasolina, tudo muito próximo de casa. Ficou prático.”

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.