Pela imprensa, mulher baleada avisa família que está bem

Ana Silvia ia para o trabalho quando foi parada pelos criminosos. Ela segue internada no Hospital das Clínicas

Elvis Pereira e Josmar Jozino, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2010 | 00h00

A contadora e fiscal da Receita Federal Ana Silvia dos Santos, de 51 anos, baleada durante a ação de bandidos no Pacaembu, pediu ontem à tarde aos familiares que avisassem à imprensa: estava bem. O objetivo do recado era tranquilizar os parentes espalhados pela capital, em outras cidades do Estado e no Paraná.

Pela manhã, ela deixou sua casa em Pinheiros, na zona oeste paulistana, rumo ao posto da Receita onde trabalha, no fim da Avenida Pacaembu. Foi surpreendida quando quatro homens armados pararam na frente de seu carro na avenida, na pista sentido Marginal do Tietê. "Ela estava com o cinto de segurança e, quando virou para tirá-lo, atiraram", contou José Vitor Soares, cunhado da vítima. O tiro atravessou o vidro do para-brisa, pouco acima do volante.

Segundo o relato do cunhado, com o impacto do tiro, Ana Silvia encostou-se no banco do Corolla prata dela. Os criminosos abriram a porta e a arrancaram para fora. Entraram e fugiram com o veículo. Sangrando, a contadora andou até a calçada. Ali, esperou a ajuda de um policial militar, que a socorreu.

Ana Silvia foi levada ao Hospital das Clínicas (HC), que fica a menos de 10 minutos dali. Atendida no setor de emergência, foi submetida a exames. À tarde, avaliava-se se ela havia sofrido uma lesão no nervo do braço direito. A bala acertou um de seus seios.

Apesar do ferimento, de acordo com o cunhado, a paciente conversava com os familiares normalmente e repetia a todos que estava bem. A Assessoria de Imprensa do Hospital das Clínicas informou que, por enquanto, não havia previsão de alta. A contadora mora sozinha. Não é casada e não tem filhos.

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