Pedreiros são acusados de matar dono de obra em Taboão

Empresário libanês estava desaparecido desde 24 de maio; corpo foi achado enterrado em uma obra

Camilla Haddad, Do Jornal da Tarde,

27 de junho de 2008 | 02h42

O corpo do libanês Mohamed Ahmad Kadura, 43 anos, foi encontrado na quinta-feira, 26, enterrado em uma obra de sua propriedade, na Rua Senador Filinto Muller, no bairro Parque Santos Dumont, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Três ex-pedreiros da obra são acusados pelo assassinato. Os criminosos concretaram a cova onde a vítima foi colocada. Uma pessoa está presa. Kadura era empresário do ramo de supermercados e estava desaparecido desde o dia 24 de maio. Peritos concluíram que ele foi morto a pauladas e facadas no mesmo dia em que ele sumiu. De acordo com a polícia, ele foi dominado e morto quando entregava uma refeição aos operários. O fim às buscas ocorreu após a prisão do pedreiro Mackson Alan Silva, 25 anos, em Itapetinga (Bahia). Silva passou a ser averiguado depois que desapareceu, repentinamente, com os outros dois funcionários da construção. Durante as investigação, delegados e investigadores de Taboão da Serra viajaram até Itapetinga. Investigadores contaram que a quadrilha fez um contato com parentes do empresário cinco dias depois de ele ser morto, mas não teria exigido valores para resgate. O delegado Erasmo Pedroso, da Seccional de Taboão da Serra, afirmou que o mentor do crime já foi identificado. Trata-se de Charles Santos Rocha, 37 anos. "Acreditamos que ele também esteja na Bahia". Por volta das 19h de quinta-feira, segundo o delegado, um menor de idade, parente de Rocha, foi detido para averiguações. Ele também estaria envolvido no assassinato do empresário.

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