Sergio de Castro/Estadão
Sergio de Castro/Estadão

Pedra de 1 tonelada atinge casa e fere 3 em São Sebastião

Acidente aconteceu na área da construção de trecho do contorno sul, que ligará a Rodovia dos Tamoios ao Porto de São Sebastião; 12 casas foram interditadas e 70 pessoas devem ser removidas

Reginaldo Pupo, ESPECIAL PARA O ESTADO

29 Julho 2015 | 17h48

SÃO SEBASTIÃO - A prefeitura de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, interditou na manhã desta quarta-feira, 29, as obras de construção de um trecho do contorno sul - via que ligará a serra da Rodovia dos Tamoios ao Porto de São Sebastião -, após o deslizamento de uma pedra de cerca de uma tonelada. A pedra atingiu uma residência, deixando três familiares feridos, mas sem gravidade. Outras 12 casas localizadas no Morro do Abrigo foram interditadas e cerca de 70 pessoas deverão ser removidas nos próximos dias.

A Defesa Civil interditou a residência por causa do risco de desabamento e realiza vistoria para saber se outras casas sofreram danos. A sala e a cozinha foram destruídas. Segundo o chefe da Defesa Civil, Carlos Eduardo dos Santos, a pedra passou por cima da família.

A moradora da casa atingida, Ruana Barbosa Ribeiro, de 30 anos, disse que sua família estava sentada no sofá quando ouviu o forte estrondo. "Foi a mão de Deus que me levou para o outro lado da sala, senão, certamente eu teria sido atingida." Ruana contou que chegou a cair após ser atingida pelos escombros e gritou pelos nomes dos filhos. "Levantei e comecei a retirar várias madeiras que caíram sobre meu filho de 3 anos, que foi ferido no pé, e minha mãe, que foi atingida por uma pedra na cabeça." Uma segunda criança estava na casa, mas não se machucou.

Segundo o prefeito Ernane Billote Primazzi (PSC), "as obras ficarão interditadas até que todas as condições de segurança, material e humana sejam efetivadas" pela empreiteira Queiroz Galvão, responsável pelo empreendimento. A interdição, segundo Primazzi, vale para as obras de construção dos emboques dos túneis e das colunas dos viadutos que estão sendo erguidos no bairro São Francisco, onde aconteceu o acidente. 

A prefeitura informou que determinará à Dersa a elaboração de um plano de segurança, já que as obras são complexas e envolvem riscos aos moradores dos bairros por onde a rodovia passará. A estatal não se pronunciou sobre o acidente.

Desde o início das obras, dezenas de casas já estariam comprometidas com a retirada de terra dos morros e em função da circulação de caminhões e tratores. Esta foi a segunda interdição da prefeitura. Moradores afirmam que diariamente há explosões de rochas.

Em nota, a Queiroz Galvão afirmou que alojou a família num hotel e prometeu construir uma nova casa. A empresa disse ter "lamentado" o acidente e que verificará as causas, tomando medidas para que novas ocorrências não sejam registradas. A Dersa informou que está acompanhando a assistência à família.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.