Pedido de absolvição é tática para manter foco no goleiro

Análise: Luiz Cogan

É ADVOGADO CRIMINALISTA, MESTRE EM PROCESSO PENAL PELA PUC-SP, O Estado de S.Paulo

08 Março 2013 | 02h03

Ao pedir a absolvição de Dayanne, ontem, o promotor tentou não desviar a atenção do júri do real responsável pelo crime, o ex-goleiro Bruno. Para isso, alegou que, como companheira do acusado, ela apenas cuidou do filho do ex-jogador com Eliza, e não o sequestrou. Vale ressaltar que nesse júri cinco dos sete jurados são mulheres.

Ontem foi um dia marcado pela mudança de estratégia da defesa, que sabia que, a essa altura, dificilmente Bruno seria inocentado. E por isso, pela manhã, o ex-goleiro alterou parte de sua versão, enfatizando uma participação de menor importância na trama, o que diminuiria a pena. Bruno alterou parte de sua versão e afirmou que sabia e imaginava que Eliza ia morrer, contrariando seu depoimento do dia anterior, em que disse não saber do planejamento criminoso.

O promotor mostrou que não aceitou o depoimento como uma confissão de Bruno, para excluir a possibilidade de atenuar a pena. Mas a mudança de estratégia da defesa pode ter surtido algum efeito para os jurados.

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