Pediatra estava ‘pouco mais triste do que o habitual’, diz colega de trabalho

Amigo disse que Elaine, que teria matado o filho, a namorada e se suicidado, sorria menos no trabalho nos últimos dias

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

07 Março 2014 | 22h00

Um dos colegas de trabalho da pediatra Elaine Munhoz relatou que ultimamente ela estava com uma aparência "um pouco mais triste que a habitual". O médico Rafael Criscuolo, que trabalhava com a médica havia nove anos em uma unidade básica de saúde existente no bairro do Alto de Pinheiros, correu até o condomínio onde a família morava logo após ver o nome dela no noticiário.

Segundo o médico, Elaine estava "sorrindo menos" no trabalho, mas continuava trabalhando normalmente. "Eu percebi uma coisa muito subjetiva, difícil de precisar", relatou. Os colegas não notaram qualquer outro problema que pudessem indicar.

O companheiro de trabalho disse ainda que a pediatra era reconhecida como alguém competente e era muito querida pelos colegas e pacientes. Elaine tirou dois dias de folga da UBS municipal ontem e anteontem, segundo ele.

A última vez que os dois haviam se encontrado foi antes do feriado prolongado de carnaval. Nada de anormal foi notado.

De acordo com a polícia, a pediatra passou por quatro a seis sessões de terapia por causa de depressão nos últimos tempos. Os investigadores não deram detalhes sobre o que teria motivado as consultas.

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