Pedestres sem calçada

OBRA PERTO DA ESTAÇÃO PINHEIROS

O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2012 | 03h05

Por causa da obra do terminal de ônibus ao lado do Metrô Pinheiros (Linha 4-Amarela) pedestres estão sendo desrespeitados de forma revoltante. Hoje, quem usa o metrô é obrigado a caminhar pela calçada da Rua Eugênio de Medeiros. O problema é que essa "calçada" está totalmente danificada e cheia de terra, areia, cimento e pedra. Além disso, a rua é mal iluminada, o que põe em risco a população à noite. Por que os responsáveis pela obra não fazem a abertura parcial da Rua Capri para atender os pedestres?

CARLOS DOS REIS NETO / SÃO PAULO

A SP Obras informa que o uso da calçada da Rua Eugênio de Medeiros é restrito porque, para a reconstrução da via, é necessário executar camadas que ultrapassam em 0,5 metro a locação da guia, tornando o espaço restante limitado. O acesso principal à Estação Pinheiros se dá pela Rua Gilberto Sabino, acessada pela Rua Conselheiro Pereira Pinto. A execução da nova calçada só pode ser iniciada após a instalação da nova guia, que ocorrerá no fim do processo de reconstrução da via. A Rua Capri não apresenta calçadas prontas e o cruzamento viário nas Ruas Eugênio de Medeiros, Paes Leme e Capri também não está finalizado, impedindo qualquer acesso ao metrô.

O leitor questiona: As Ruas Gilberto Sabino e Conselheiro Pereira Pinto não têm boas condições para pedestres, pois as calçadas não estão prontas. O cruzamento das Ruas Conselheiro Pereira Pinto e Eugênio de Medeiros está praticamente intransitável, haja vista a presença de entulho e sujeira. Qual é o prazo para o término desta obra, já que, conforme reportagem na TV, foi dito que acabaria em setembro?

BAIXADA SANTISTA

Falta de água na praia

Estamos acompanhando atentamente a falta de água na Baixada Santista e as explicações da Sabesp (falta de chuvas, por exemplo). No entanto, o problema é de longa data e as soluções simplesmente não aparecem. Diante disso, o Ministério Público é o único órgão que pode impor multas e prazos para que essa solução apareça. A segunda maior força é a imprensa, que pode cobrar resultados positivos.

JOEL CAMPANATTI / GUARUJÁ

A Sabesp informa que está realizando importantes obras na região para garantir o abastecimento em um horizonte de 20, 30 anos. O Sistema Produtor de Água Mambu/Branco dobrará a vazão de tratamento de 800 para 1.600 litros de água por segundo. A previsão é de que tais obras entrem em pré-operação em dezembro. Também está em fase final de construção a Estação de Tratamento de Água Jurubatuba, que terá um Centro de Reservação com capacidade para armazenar 10 milhões de litros de água. Em relação às últimas temporadas, informa que foi garantido o abastecimento de água. Esclarece que o período de estiagem que o Estado atravessa nos últimos meses, aliado às altas temperaturas atípicas na região, faz com que os mananciais usados para abastecimento da Baixada Santista registrem níveis baixos, o que reduz a captação.

O leitor comenta: O problema continua e preocupa muito com a chegada da alta temporada. Há anos existem as famosas promessas de aumentar o volume de captação de água, mas tais promessas nunca são cumpridas. Temos diversas explicações para a falta de água, mas nenhuma nova grande técnica para resolver o problema.

EXTRA DA BELA VISTA

Vizinho barulhento

Há alguns dias recomeçaram as reformas na loja do Extra da Brigadeiro Luís Antônio e quem mora na Rua Dr. Fausto Ferraz, na Bela Vista, não consegue dormir. Fico impressionado com o descaso do Grupo Pão de Açúcar - às 22h16 do dia 21/9 uma britadeira estava trabalhando! No fim de semana o barulho começa antes das 7 horas.

RAUL JOSÉ SERRA / SÃO PAULO

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, por meio do Programa de Silêncio Urbano (Psiu), diz que não constam reclamações recentes sobre barulho no referido estabelecimento. Diante da queixa, será realizada vistoria no local. A fiscalização da Subprefeitura Sé esteve no local e constatou que o tipo de obra que está sendo realizado não exige licença e que, portanto, a obra é regular.

O Grupo Pão de Açúcar informa que a equipe de obras foi orientada a diminuir o barulho. Se houver algum transtorno, solicita ao leitor que entre em contato com o gerente da loja para que o problema seja resolvido de imediato.

O leitor reclama: O problema continua. No feriado de 12 de outubro acordamos antes das 7 horas por causa do barulho. Às 10h30 fui até a loja, mas o gerente estava de folga.

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