Pedestres reclamam da degradação dos pontos de ônibus em SP

Ao menos 500 abrigos oferecem riscos a usuários do transporte na capital paulista

Clarice Cudischevitch, de O Estado de S.Paulo

05 de abril de 2013 | 09h37

A avenida Pompéia, zona oeste de São Paulo, é exemplo visível da falta de manutenção das paradas de ônibus na cidade. Em um abrigo localizado entre a Rua Cajaíba e a Francisco Bayardo, falta metade da cobertura. Quem aguardava no ponto não sabia informar ao certo desde quando o ponto está danificado, mas afirmaram que já faz, no mínimo, meses. "Eu comecei a trabalhar aqui em novembro e a cobertura já estava assim", comentou o usuário do ponto Zenildo Santos.

Cálculo da concessionária responsável pela troca desses equipamentos estima em 500 o número de abrigos que oferecem risco aos pedestres. O estudante André Brito conta que o problema se repete também no Itaim Paulista, onde mora. "No ponto em que pego ônibus, a cobertura está quebrada. Quando chove, as pessoas se protegem nas marquises das lojas."

Na avenida Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello, na zona leste, também foram encontrados abrigos com a cobertura totalmente danificada, como mostram os vídeos abaixo. “A estrutura tinha que ser mais forte”, afirma Sérgio Luiz, que pega ônibus diariamente na avenida.

Na avenida Vila Ema, a situação se repete:

Na rua Costa Barros, a estrutura de concreto que sustenta um ponto de ônibus está bem danificada, com o risco de ceder. “Está uma calamidade”, comenta Rafael, que trabalha na região e utiliza o ponto todos os dias.

Nove milhões de pessoas utilizam diariamente os abrigos de ônibus de São Paulo, que é a cidade com mais paradas deste tipo no mundo. Xangai vem em segundo lugar, com 6 mil abrigos e uma população de 23 milhões de habitantes.

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