PCJ propõe usar água do mar para abastecer o Sistema Cantareira

Projeto prevê investimento de R$ 6,1 bi para construir uma usina de dessalinização em Bertioga, além das adutoras até o sistema

Rene Moreira, Especial para O Estado

07 de novembro de 2014 | 22h31

Pegar a água do mar em Bertioga, tirar o sal dela em uma usina e bombear para o Sistema Cantareira. É mais ou menos esse um resumo rápido do projeto desenvolvido pelo Consórcio PCJ (que responde pelas Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) para resolver o problema do desabastecimento na Região Metropolitana de São Paulo.

A proposta foi divulgada nesta sexta-feira e o gasto estimado seria de R$ 6,1 bilhões e resolveria também a situação dos municípios do interior do Estado de São Paulo abastecidos pelo mesmo sistema. O projeto já foi entregue à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) que, por sua vez, divulgou nota para classificar a ideia como impraticável.

O consórcio, que representa 43 prefeituras e 30 empresas, informou que sua equipe técnica estudou cinco alternativas para trazer a água do mar para a região da cabeceira da Bacia do Rio Piracicaba, sendo o mais viável o que busca água em Bertioga (SP), por ser o trajeto mais curto com 99,9 km de adutoras. Porém, há um desnível a ser superado por meio de bombeamento de no mínimo 663 metros de altitude para chegar à região do Sistema Cantareira.

A opção por lançar a água dessalinizada no sistema Jaguari/Jacareí permitiria manter de forma artificial em tempo integral o sistema com no mínimo 80% de sua capacidade de reserva, respeitando 20% do espaço útil como reserva estratégica de volume de espera. "Além de ser uma obra essencial, estamos preocupados com a minimização dos impactos ambientais", disse o secretário executivo da entidade e coordenador do projeto, Francisco Lahóz.

De acordo com a assessoria do consórcio, o conteúdo do estudo já foi enviado para a direção técnica da Sabesp, que respondeu ao ofício dizendo que o projeto estava sendo analisado. Já à imprensa a empresa informou já ter feito estudos de dessalinização e que "os custos de implantação e de operação se mostraram elevados para os parâmetros operacionais da companhia".

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