PCC ameaça ataques e polícia entra em alerta

As forças de segurança entraram em alerta no Estado de São Paulo com a possibilidade de uma onda de ataques e de rebeliões em presídios nos próximos dias, causada pela transferência do líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). A suspensão das visitas em presídios atingidos pela greve dos agentes penitenciários também preocupa.

Chico Siqueira, Especial para o Estado / ARAÇATUBA (SP), O Estado de S.Paulo

13 Março 2014 | 02h05

O PCC mandou um aviso, captado pelos serviços de inteligência, no qual ameaça fazer quebra-quebra nos presídios se as visitas deste fim de semana forem suspensas. Por causa da greve, milhares de presos do semiaberto estão sem poder sair para trabalhar. Estão suspensas a entrega de encomendas e a entrada de advogado.

Na tentativa de reduzir a possibilidade de rebeliões, o presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo (Sindasp), Daniel Grandolfo, distribuiu no fim da tarde de ontem um comunicado aos agentes pedindo para liberar as visitas no sábado e domingo "por questões de segurança".

Adesão. Ontem, o Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp) anunciou a adesão à greve dos agentes penitenciários a partir da zero hora de hoje. A decisão ocorreu na tarde de ontem, após assembleia com 108 representantes das unidades paulistas. "A greve é em represália à proposta feita pelo governo para a categoria", informou nota distribuída pelo sindicato. Ao lado do Sindasp, o Sifuspesp é o maior sindicato do sistema no Estado. Os dois têm cerca de 16 mil filiados.

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