Paulistices

Curiosidades da metrópole

Edison Veiga, O Estado de S.Paulo

01 de agosto de 2011 | 00h00

190 DAS ANTIGAS

O telégrafo contra a criminalidade

Na virada do século 19 para o século 20, as ruas paulistanas ganharam aparelhos como os da foto, chamados de "telégrafos policiais". Eram armas da população contra a criminalidade: por meio deles, era possível contatar, diretamente, os departamentos encarregados da Segurança Pública de São Paulo.

Graças a um sistema de alavanca e seta, o contato era transmitido imediatamente, em código Morse. Um verdadeiro disque 190 das antigas. A comerciantes donos de estabelecimentos próximos a esses aparelhos, eram confiadas chaves, para o caso de necessidade.

O serviço foi desativado em 1935, com a chegada das radiopatrulhas. Mas sua memória está registrada em um dos cinco livros Fotografia e Telefonia, da Fundação Telefônica. Com textos do escritor Ignácio de Loyola Brandão e recheados de fotos antigas, eles têm formato de livro eletrônico e podem ser baixados gratuitamente a partir de hoje do site http://fundacaotelefonica.org.br/publicacoes/arte-e-tecnologia.aspx.

OLHA SÓ...

Antibactérias. Desde anteontem, os 1.234 voluntários da Associação Viva e Deixe Viver - que se dedica a contar histórias em hospitais - começaram a utilizar um moderno jaleco feito com tecido à prova de bactérias. A iniciativa, inédita, pretende aumentar a segurança de voluntários e pacientes, prevenindo infecções hospitalares. A confecção de cada jaleco custou R$ 60. O design foi criado, numa ação voluntária, pelo estilista Walter Rodrigues.

Organização social. A Viva e Deixe Viver foi fundada em 1997 pelo paulistano Valdir Cimino. Hoje em dia, os contadores de histórias já atuam em mais de 80 hospitais.

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