Paulistices

Um boteco com cara de museu

Edison Veiga, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2011 | 00h00

Durante dez anos, o endereço foi um antiquário - o Ao Mofo Elegante. Transformado em bar em janeiro, conservou algumas das nobres quinquilharias do passado. A atmosfera do Armazém Piola (Rua Aspicuelta, 547, (11) 4305-6539), portanto, é assim: toda retrô, parece até um museu.

"Quando eu passei o ponto, fiz a decoração do novo ambiente, mantendo a sua identidade", conta o antiquarista Caio Luiz Queiroz Telles de Mattos. Os itens ali expostos, aliás, também estão à venda. Entre os mais curiosos estão um projetor de cinema profissional americano da década de 1940 (na foto), que custa R$ 8 mil; uma engenhoca de colocar rolhas em garrafas de vinho, dos anos 1920 (R$ 1,5 mil); e um vitrô com motivo floral da década de 1910 (R$ 3,8 mil). O bar tem espaço de exposições. Até o dia 8, clientes podem ver a mostra Com Que Foto Eu Vou Pro Samba Que Você Me Convidou, do banco de imagens SambaPhoto.

INTERROGAÇÕES

São Paulo é mesmo a maior cidade japonesa fora do Japão?

Sim. Na capital paulista, há 400 mil japoneses e descendentes. Depois de São Paulo, as maiores colônias nipônicas são as de Los Angeles e de Honolulu, com cerca de 100 mil pessoas cada.

Quando o bairro da Liberdade se tornou reduto de japoneses?

Na década de 1930, quando as primeiras famílias nipônicas começaram a se instalar na Rua Tabatinguera. Até os anos 1920, o bairro era dominado pelos italianos - na maioria, agricultores de chácaras da zona sul que iam ao centro vender seus produtos e acabavam ficando por lá.

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