Paulistices, curiosidades da metrópole

Referência no tratamento de doenças infecto-contagiosas, o Instituto Emilio Ribas chamava-se, até 1932, Hospital de Isolamento. O primeiro pavilhão começou a funcionar na Avenida Doutor Arnaldo (então Avenida Municipal) em 8 de janeiro de 1880. Ideias científicas comuns ao fim do século 19 defendiam a construção desses centros médicos para evitar a disseminação de doenças contagiosas.

, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2010 | 00h00

Pelo próprio nome, porém, já é possível imaginar o receio das pessoas com relação aos riscos de contágio. De acordo com o Código Sanitário de 1894, apenas as ambulâncias podiam transportar os doentes até o hospital (na foto, observa-se um carro de 1918). Em caso de doença infecto-contagiosa, a internação no Hospital de Isolamento era obrigatória.

Mas as famílias desses doentes tentavam dar seus jeitinhos. Por vergonha, não queriam que a ambulância fosse até suas casas - imagine só a fofoca que iria rolar na vizinhança! Então era comum que, desafiando a lei, preferissem ir ao hospital de bonde.

Esta é uma das histórias contidas no recém-lançado livro Do Lazareto dos Variolosos ao Instituto de Infectologia Emilio Ribas, da Editora Narrativa Um, que celebra os 130 anos da instituição.

OLHA SÓ...

Pequena São Paulo

O primeiro censo brasileiro foi realizado em 1872. Naquela época, a capital paulista contava com apenas 31.385 habitantes - o último, de 2000, registrou 10,4 milhões. Anteriormente, São Paulo já havia passado por recenseamentos estaduais em 1765, 1777, 1798 e 1836.

Gringos

Em 1872, 2.459 moradores de São Paulo eram estrangeiros - quase 8% da população, portanto. Em 2000, os gringos que adotaram a capital paulista somavam 195 mil - menos de 2% dos habitantes.

Sexos

A proporção homem-mulher também mudou. Em 1872, era praticamente de um para um. O levantamento de 2000 apresentou outra realidade: nove homens para cada dez mulheres.

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