Paulistices, curiosidades da metrópole

AO DUQUE DE CAXIAS

Edison Veiga, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2010 | 00h00

Um almoço na barriga do cavalo

Entre 1948 e 1952, o Monumento ao Duque de Caxias - aquele cavalo enorme, de bronze, que fica na Praça Princesa Isabel - era fundido nas oficinas do Liceu de Artes e Ofícios. Então governador de São Paulo, Adhemar de Barros (1901-1969) resolveu comemorar em grande estilo: com um almoço dentro da barriga do cavalo (ainda sem a parte de cima). Foram 50 convidados sentados e 20 em pé.

A ideia de homenagear Duque de Caxias partiu de um grupo de autoridades, batizado de "Comissão Pró-Monumento a Caxias". Em 1942, o escultor Victor Brecheret (1894-1955) foi contratado para a empreitada.

Pelo plano original, a escultura seria colocada no Largo do Paiçandu. Pelo gigantismo do projeto, entretanto, a Prefeitura optou pela Praça Princesa Isabel. O monumento tem mais de 40 metros de altura - quase 16 de estátua e cerca de 25 de pedestal.

Brecheret entregou os modelos à Prefeitura em 1945. Problemas administrativos e falta de dinheiro atrasaram os trabalhos. E o Monumento ao Duque de Caxias só foi inaugurado em 25 de agosto de 1960, cinco anos após a morte de Brecheret (foto à esq.).

INTERROGAÇÕES

Quantas obras de Victor Brecheret há em espaços públicos paulistanos?

Dezessete. A mais conhecida delas, sem dúvida, é o Monumento às Bandeiras - chamada popularmente de "deixa que eu empurro" -, no Parque do Ibirapuera. A gigantesca obra, de granito branco, é formada por 29 figuras de bandeirantes, índios, mamelucos e negros.

Qual delas é a mais antiga?

De acordo com o Instituto Victor Brecheret, é Diana, a Caçadora. A escultura foi instalada no interior do Teatro Municipal em 1922, mesmo ano em que o endereço sediou a Semana de Arte Moderna.

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