Paulistanos encontram metrô mais vazio após suspensão da greve

Vagões da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), por sua vez, estavam concorridos

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

10 de junho de 2014 | 20h26

SÃO PAULO - No primeiro dia após a suspensão da greve, um metrô mais vazio. Foi o que encontraram os usuários nas primeiras horas de funcionamento do sistema na manhã desta terça-feira, 10. Mesmo a Linha 3 - Vermelha, a mais superlotada do sistema, esteve menos abarrotada do que a média. Os vagões da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), por sua vez, estiveram mais concorridos.

É o que conta a vendedora Kelly Cardoso, de 39 anos, que mora em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, e pega a Linha 11-Coral da CPTM às 6h30, na Estação Jundiapeba. "Como trabalho na região da Sé, geralmente desço na Estação Corinthians-Itaquera ou no Brás para pegar o metrô, mas fiquei com medo de não estar funcionando e preferi continuar no trem até a Luz."

Na Linha 1-Azul do Metrô, ela encontrou trens mais vazios do que o normal. "Acho que tinha muita gente que não sabia que a greve tinha acabado." O vendedor Luciano Carlos, de 20 anos, tem outra hipótese. "Deve ter muita gente que ficou com receio de que tivesse mais confusão no metrô, como o quebra-quebra de ontem."

Ele conta que quando chegou ao seu posto de trabalho, em um guichê na Estação Ana Rosa, por volta das 7h, ainda havia policiais da Tropa de Choque da Polícia Militar posicionados na parada. No dia anterior, esses agentes entraram em confronto com metroviários. A reportagem viu, por volta das 10h, um grupo de cinco policiais na estação, perto das catracas. Um funcionário do Metrô disse que a função deles era coibir possíveis tentativas de pular as roletas e entrar sem pagar.

Já a atendente Rose Soares, de 31 anos, disse que pegou trens na Estação Belém, na Linha 3-Vermelha, mais vazios do que o costume. "Normalmente, no horário em que uso o metrô, não dá nem para entrar no vagão. Mas hoje estava bom, em dez minutos cheguei à Sé."

Além de Ana Rosa, a reportagem visitou durante a manhã as Estações Sé e República e não viu PMs em nenhuma delas. O Metrô foi questionado, mas não informou sobre quantos passageiros usaram o sistema pela manhã. A informação, segundo a assessoria de imprensa, só estaria disponível nesta quarta.

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