Paulistano teme assalto, e carioca, bala perdida

Empresas cariocas estão investindo em blindagem de fachadas dos prédios

Rodrigo Brancatelli, do Estadão

15 de julho de 2007 | 17h08

Em 2006, 3.309 imóveis tiveram portas ou janelas protegidas contra balas em São Paulo, um aumento de 140% em relação a 2005. Apesar de a realidade paulistana ser bem diferente da vivida no Rio, o mercado de blindagem arquitetônica vem crescendo em São Paulo e a maior parte das empresas de blindagem está na capital paulista. Christian Conde, presidente da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), diz que o mercado carioca da blindagem arquitetônica (para fachadas) é bem diferente do paulista. Enquanto em São Paulo a preocupação é com os assaltos, no Rio procura-se proteção contra balas perdidas. O interesse por esse tipo de serviço começou a aparecer no Rio em 2006.Para as empresas especializadas, trata-se de um novo nicho que se abre. Bastante lucrativo, por sinal. Os ganhos com a blindagem de uma fachada, naturalmente, são muito maiores do que com a proteção de automóveis ou de guaritas, solicitação recorrente em terras paulistas quando se fala de blindagem de construções. Nesse caso, os clientes costumam ser empresas e condomínios residenciais. "Em São Paulo, isso existe há bastante tempo, por causa dos roubos, mas não há fachada de prédio blindada. No Rio de Janeiro, o aumento da procura está sendo fabuloso", afirma Conde, lembrando que, por conta do crescimento nos negócios, a Abrablin criou câmara especial para esse tipo de aplicação.Segundo ele, recomenda-se que a parte de alvenaria também seja blindada, já que é difícil prever a resistência da estrutura. No Rio, não se pensa em proteção de nível menor que 3. Em São Paulo, usa-se o 3A, que agüenta tiros de submetralhadora e Magnum 44 - isso porque o uso de armas longas em São Paulo não é comum.   Rio de Janeiro blinda prédios para fugir de tiroteios   Mercado de proteção cresce 140% em São Paulo  

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