HELVIO ROMERO|ESTADÃO
HELVIO ROMERO|ESTADÃO

Paulistano se despede de carnaval de rua com mistura de ritmos

Foliões dançaram ao som de rock, lambada e pagode no Largo da Batata, zona oeste, nos últimos blocos que circularam pela cidade

BRUNO RIBEIRO, O ESTADO DE S. PAULO

14 Fevereiro 2016 | 19h56

SÃO PAULO - Com relógios de rua marcando 33 ºC, o paulistano se despediu do carnaval 2016 pulando ao som de rock, lambada e pagode e lotou o Largo da Batata, na zona oeste, nos últimos blocos de rua que circularam pela cidade neste ano.

O organizadores do bloco Vou de Táxi apostaram em uma mistureba de sons para agradar todo tipo de folião e estimaram o público em 40 mil pessoas – a lotação no largo era total. O bloco, que opta pelo segundo ano por desfilar na ressaca da folia, chamou a banda Cubo Mágico para tocar sons que variaram de Basket Case, da banda de punk rock Green Day, Livin’ on a Prayer, de Bon Jovi, a Mamonas Assassinas e Cohab City, de Negritude Junior, passando por vários outros ritmos.

“A gente opta por sair na ressaca desde o primeiro ano. É que nosso bloco surgiu na mesa de um bar. E quando a gente decidiu fazer mesmo o bloco, já não dava mais tempo de organizar tudo para o carnaval. Deixamos para a semana depois. É bom porque quem estava de fora aproveita aqui também”, contou uma das fundadoras do Vou de Táxi, a relações públicas Rosa Bafile, de 29 anos.

Fato é que o povo adorou o repertório, cantando até músicas que não sabia. “O bloco está da hora, o clima está maravilhoso, esse calor só ajuda. Acho que só não ia gostar se estivesse tocando música gospel”, brincou a nutricionista Amábile Marques, de 30 anos.

Houve ainda quem usou o último bloco para ceder à folia. “Tinha viajado com meus pais para o interior. Acompanhei os blocos só pelo que os amigos postavam no Facebook, no Instagram. É legal, mas está muito calor, tem muita gente. É difícil aproveitar”, contou Gabriela Torres Gerti, de 18 anos.

Mas teve também quem foi para a folia de rua porque, ao longo das últimas semanas, adquiriu um “vício” em blocos de carnaval. “Não dá para ficar em casa sabendo que tem bloco na rua”, cravou Daniela Ferreira, de 22 anos, que brincou o carnaval nas ruas da cidade desde que os primeiros blocos desfilaram, há três semanas.

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