Paulistano festeja 459 anos da cidade com shows e quitutes

Nem a chuva que caiu quando Criolo cantava 'Não Existe Amor em SP' afastou o público; evento de chefs foi muito disputado

NATALY COSTA, O Estado de S.Paulo

26 Janeiro 2013 | 02h02

Quem foi ao centro ontem comemorar o aniversário de São Paulo encontrou muita música e comida. Apesar da forte chuva, muita gente permaneceu no Vale do Anhangabaú para ver os shows.

Com 1 hora de atraso e debaixo de chuva, Rita Lee subiu ao palco às 22h10. Segurando uma bandeira com o brasão da cidade, ela abriu o show com Agora Só Falta Você. "São Paulo, saudades da minha cidade. Obrigada por terem vindo com essa chuva. Isso é verão que se apresente?", disse. Animada, Rita parabenizou a cidade e o prefeito Fernando Haddad, que também aniversariou ontem. "Hei, Haddad, cuida bem da minha cidade. Ele é bonitinho né? Gostosinho. A mulher dele também é gostosinha", brincou a cantora.

A primeira-dama, Ana Estela Haddad, que assistiu ao show com a filha, Ana Carolina, riu. O prefeito não estava. "Há 67 anos moro em São Paulo e nunca saí daqui", continuou Rita.

Vestindo uma camisa com estampa de São Paulo, Zélia Duncan foi a primeira a se apresentar na tarde de ontem no palco do Anhangabaú repleto de fotos de marcos turísticos paulistanos. Em homenagem à cidade, ela cantou a música Lá Vou Eu, de Rita Lee. A cantora se mostrou indignada com a violência contra a mulher e cantou a música Pagu, que compôs com Rita. Por volta das 17h40, o rapper Criolo subiu ao palco. Ele também chamou o rapper Emicida para acompanhá-lo em algumas músicas. "Isso aqui é rap nacional, tio", disse Emicida.

Três músicas depois, o tempo começou a fechar. Quando ele cantava seu sucesso Não Existe Amor em SP, caiu um temporal.

Encontro de chefs. Também parte das comemorações dos 459 anos da cidade, a 3.ª edição do evento Chefs na Rua foi um sucesso. Marcado inicialmente para o Viaduto do Chá, o evento foi transferido para a Praça Ramos de Azevedo, na frente do Teatro Municipal.

A maior fila mesmo era para comer o hambúrguer de pato do chef Renato Carioni, do restaurante Così. A espera era de mais de 20 minutos. "Acho que por R$ 5 vale a pena", disse o publicitário Marcelo Gastaldi, de 32 anos.

O bacalhau da barraca do restaurante Tasca da Esquina acabou logo. Questionada, a equipe do restaurante disse que 2 mil porções foram servidas em duas horas - do meio-dia às 14h. Às 17h, eles ainda estavam esperando a reposição do produto.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.