Paulistano faz plano B de trânsito

Ônibus, metrô e trabalhar em casa são opções

LUIZ FERNANDO TOLEDO, O Estado de S. Paulo

23 de junho de 2014 | 02h02

SÃO PAULO - Contra o trânsito em dia de jogo, paulistanos já planejam trocar o meio de transporte, sair mais cedo do trabalho ou até dar expediente em home office. Cientes de que não haverá feriado e com memórias nada agradáveis da partida da seleção brasileira contra o México, que dobrou o tempo de trajeto entre trabalho e casa, desta vez ninguém quer ser pego de surpresa.

O analista de sistemas Simon Moura de Freitas, de 26 anos, fez um acordo com a empresa em que trabalha e hoje vai prestar serviços em casa. "Conversei para fazer home office, senão não dá. Trabalho longe." Do Jardim Peri, na zona norte de São Paulo, onde mora, até o Itaim-Bibi, na zona oeste, onde trabalha, o percurso é de mais de 20 km. Em dias comuns, a jornada leva duas horas.

No último jogo do Brasil, Freitas lembra que precisou de ao menos três horas para chegar em casa, usando metrô e ônibus. Como a empresa o havia liberado às 13h, conseguiu chegar logo aos primeiros minutos da partida.

Moradora da Vila Medeiros, na zona norte de São Paulo, a assistente administrativa Fabiana Faroni trocará o carro pelo metrô nesta segunda-feira, 23, para voltar do trabalho na Vila Madalena. Ela lamenta que, mesmo assim, sabe que vai levar mais tempo para alcançar o destino. "Muita gente vai deixar o carro, então o metrô fica lotado do mesmo jeito", contou. Na partida contra o México, Fabiana diz que precisou esperar vários trens passarem até que conseguisse entrar. Na ocasião, o percurso que costuma levar 40 minutos durou uma hora e meia.

Sem muitas opções, o empresário Maurício Batemarqui decidiu liberar mais cedo seus três funcionários de uma empresa de paisagismo no Jaçanã, zona norte. Sairão às 13h. "É até melhor, afinal precisamos deixar os funcionários mais contentes", comenta. A estratégia já havia sido adotada no outro jogo do Brasil, quando os funcionários também foram liberados na hora do almoço. Em dias normais, eles saem às 18h.

Considerou-se sortudo o garçom Anderson Dias, de um bar na zona norte da cidade. Entre um copo de cerveja e uma porção de fritas servidas por ele, Dias comemorará os gols no telão no bar, ao lado dos clientes, assim como tem feito em outras partidas. "Vou assistir e trabalhar ao mesmo tempo, já é alguma coisa", disse. O garçom já se demonstra otimista. "Brasil vence por 2x1", palpitou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.