'Paulistano é conservador, mas quer experimentar', diz arquiteta

O paulistano está disposto a experimentar novas formas de tipologia, diz a arquiteta e urbanista Adriana Levisky. Ela afirma que o grande diferencial do Plano Diretor não é permitir o uso misto, que já existe na capital, mas estimular uma mudança de comportamento que gere novos espaços de convivência.

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

13 Julho 2014 | 02h00

"O paulistano é um ser conservador nas suas aquisições, mas agora, com os estímulos trazidos pelo Plano Diretor, acredito que haverá interesse em se pensar novas formas de construir. O mercado está disposto a fazer essa experiência e a sociedade tem percebido que o patrimônio comum agrega valor, traz qualidade de vida, segurança e convivência", diz.

Adriana cita as cidades de Santos e do Rio como exemplos. "Elas já têm a calçada como um espaço para várias atividades. São Paulo se fechou para dentro dos muros, para uma lógica condominial, individualista, focada no privado. E, para piorar essa situação, o poder público não criou condições, equipamentos para que houvesse a apropriação do espaço público. Mas, aos poucos, estamos percebendo uma oportunidade de virar isso do avesso."

Ao aproximar as ofertas de serviço da moradia das pessoas, a urbanista ressalta que não só os deslocamentos de carro serão reduzidos, mas as relações com a cidade também. "Quando o cidadão vira pedestre, cria-se vínculo, civilidade. São muito os benefícios dessa mudança."

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.