Paulistano começa a cobrar solteiras

Clube suspende isenção; associadas vão à Justiça

Edison Veiga, O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2013 | 02h02

O Club Athletico Paulistano, o mais caro e exclusivo de São Paulo, está vivendo uma polêmica briga interna. Desde esta terça-feira, 10, ficou definido que as filhas solteiras de sócios remidos deverão pagar mensalidades de até R$ 312 para continuar frequentando a agremiação. No total, são 1.546 mulheres nessa situação - 40 já pediram liminar na Justiça para manter o direito de ir ao Paulistano de graça e o pedido foi negado ontem.

A decisão de revogar o "benefício adquirido" dessas filhas de sócios foi tomada no início da atual gestão do clube, em abril. Em nota, a diretoria do clube afirmou que a medida foi aprovada "após parecer favorável da Comissão Jurídica e cientificado o Conselho Deliberativo". A cobrança passou a valer neste mês.

A diretoria ainda frisou que, com a mudança, o clube deve aumentar em 4% o orçamento mensal. "Tal qual os filhos de todos os associados, a diretoria entende que as filhas solteiras de sócios remidos também devem contribuir, evitando maiores ônus aos que já contribuem", diz a nota. "Recorrer ao Judiciário é direito garantido pela Constituição ao qual o clube, por evidência, sempre respeitará."

Título. Na secretaria do Paulistano, um título custa R$ 20 mil - mas há uma taxa de transferência de R$ 500 mil. Como há fila de espera, interessados costumam comprar de outros sócios, por valores negociados entre eles. Atualmente, a agremiação tem 25 mil associados. Localizado no Jardim América, o Paulistano existe desde 1900.

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