Paulista terá no sábado Marcha da Liberdade

Após a repressão policial na Avenida Paulista, organizadores da Marcha da Maconha estão convocando movimentos - como o Passe Livre - para a Marcha da Liberdade, no sábado, às 14h, no vão do Masp. Os focos desta vez serão liberdade de expressão e regulamentação do uso de armas pela PM em manifestações. "É uma marcha mais ampla, um chamado contra a violência policial e pela liberdade de ocupar espaços públicos", diz Júlio Delmanto, 25 anos, do Coletivo DAR, um dos organizadores da Marcha da Maconha. "A gente não quer mais bala de borracha e bomba de gás em manifestações públicas", explica Pedro "Tunk", de 26, do Passe Livre.

Fábio Mazzitelli, O Estado de S.Paulo

26 Maio 2011 | 00h00

Apoiadores da nova marcha são, na maioria, jovens estudantes, usuários de redes sociais. Na noite de ontem, a Marcha da Liberdade já tinha 3,3 mil adesões no Facebook. E, no Twitter, usuários apoiando a mobilização.

O major Marco Antonio Félix, da PM, convocou manifestantes para reunião hoje para deixar claro que a corporação "está aberta ao debate" e "em sintonia com a liberdade de expressão". Segundo ele, se houver grande manifestação no sábado, a PM reforçará o efetivo. No sábado passado, segundo a corporação, foram 500 manifestantes e 100 policiais.

Em Campinas, a Justiça proibiu Marcha da Maconha marcada para sábado.

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