Paulista tem mais 25 policiais entre 0h e 6h

A segunda agressão ocorrida na Avenida Paulista, em um intervalo de 20 dias, preocupou a Polícia Militar. Após o ataque registrado no sábado, a corporação deslocou mais 25 policiais para circular pela avenida entre meia-noite e 6 horas, todos os dias.

Elvis Pereira, O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2010 | 00h00

Para a polícia, aliás, não há dúvidas de que o ataque mais recente só ocorreu porque as vítimas eram homossexuais. "Foi homofóbico escancaradamente", ressaltou o delegado Renato Felisoni, titular do 5.º Distrito Policial (Aclimação, zona sul), que ouviu ontem Gilberto Tranquilino da Silva e Robson Oliveira de Lima, ambos de 28 anos.

Os dois relataram que, após saírem da danceteria GLS Tunnel, na Bela Vista, caminhavam rumo à Estação Brigadeiro da Linha 2-Verde do Metrô, de onde seguiriam para a casa de um amigo em Santa Cecília. Os dois andavam abraçados.

A poucos metros da estação, foram atacados por um grupo de seis jovens, que incluía duas mulheres. Derrubado, Lima tornou-se alvo de socos e pontapés por cerca de cinco minutos. Silva tentou reagir, mas sem sucesso. Os acusados saíram andando normalmente.

Imagens. A polícia tenta agora identificar os agressores. "Estamos procurando obter imagens, encontrar eventuais testemunhas", afirmou o delegado do 5.º DP. Ontem, encerrado o depoimento, Silva acompanhou policiais até a Avenida Paulista para indicar o ponto exato do ataque.

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