Paulista registra mais dois casos de homofobia

Gerente e estilista voltavam de bar quando foram agredidos; rapaz apanhou após ser confundido com gay

Fabiano Nunes, O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2011 | 03h02

Outros dois casos de homofobia foram registrados na região da Avenida Paulista no fim de semana. Dois amigos homossexuais - um gerente de marketing de 31 anos e um estilista de 38 - que voltavam de um bar na Consolação foram agredidos perto da Estação Ana Rosa do Metrô, por volta das 4 horas da madrugada de sábado.

Trinta minutos antes, a cerca de dois quilômetros dali, um homem de 28 anos, que não é homossexual, acredita que foi confundido durante um ataque.

O gerente de marketing disse que estava conversando com seu amigo, na esquina das Ruas Conselheiro Rodrigues Alves e Domingos de Moraes, quando foi atacado por um homem branco, com cerca de 1,80 metro de altura e cabelos curtos.

"A gente estava brincando e dando risadas. Ele nos identificou como gays e me deu um soco no supercílio. Sangrou tanto, que eu não conseguia nem enxergar mais", afirmou o gerente.

Socorro. Segundo ele, durante a agressão o homem não fez nenhum comentário. "Ele já chegou batendo, sem dizer nada. Meu amigo tentou me defender, mas foi jogado longe. Eu só fui salvo porque três homens que trabalhavam ali perto vieram me socorrer e ele fugiu a pé", explicou o gerente de marketing, que teve de ser levado para o hospital e tomar nove pontos acima da sobrancelha.

Para ele, algo precisa ser feito com urgência para acabar com os ataques homofóbicos na região da Avenida Paulista. "São Paulo está virando um ringue de luta", compara. "Foi um ataque totalmente gratuito. Será que a partir de agora vamos ter de andar armados para nos defender?"

Fratura e dente quebrado. De acordo com informações da polícia, meia hora antes do ataque perto da Estação Ana Rosa um homem de 28 anos, que não quis se identificar, foi agredido quando voltava para casa também com um amigo.

Ele foi atacado na esquina das Avenidas Brigadeiro Luís Antônio e Paulista. De acordo com a polícia, ele foi abordado por um homem desconhecido, que falou algo que ele não entendeu. Em seguida, tomou uma rasteira e foi agredido a pontapés. O rapaz diz não ser gay, mas acredita que foi confundido. Ele teve uma fratura no braço esquerdo, um dente quebrado e precisou levar quatro pontos no queixo.

Nenhum dos agressores do fim de semana havia sido identificado ou preso até o fim da noite de ontem.

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