Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Paulista pode ser aberta para pedestres neste domingo, diz Tatto

CET apresentará até quarta-feira relatório sobre comportamento de pedestres, motoristas e moradores durante o fechamento ocorrido no domingo passado, 23

O Estado de S. Paulo

24 de agosto de 2015 | 16h52

A Avenida Paulista pode ser aberta para pedestres a partir do próximo domingo, 30, em definitivo. O secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, afirmou na manhã desta segunda-feira, 24, que "não há dificuldade nenhuma" em bloquear a via para carros. "Pode fechar no próximo domingo e todos os domingos", disse Tatto. 

Até a próxima quarta-feira, a Companhia de Engenharia do Tráfego (CET) vai apresentar o relatório sobre o comportamento de pedestres, motoristas e moradores durante o fechamento da Avenida Paulista deste domingo, 23. A Prefeitura fez o segundo e último teste durante a inauguração da ciclovia da Avenida Bernardino de Campos antes de decidir pelo fechamento definitivo.

"Do ponto de vista técnico, não há essa dificuldade. Já foram feitas algumas operações relacionadas aos hospitais e também ao Clube Homs. Os ajustes já foram feitos ontem (domingo) e o transporte está preparado para liberar a Paulista aos domingos para todos", afirmou o secretário. O horário de fechamento está em estudo, mas a previsão é das 9 às 17 horas.

Segundo Tatto, a CET está analisando o número de pessoas que esteve no evento, os possíveis transtornos causados aos empreendimentos e residências da via, comportamento de circulação de carros no entorno e "olhar especial" para os hospitais. 

Neste domingo, 23, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que a proposta de fechar grandes vias para veículos nos fins de semana será uma "política pública permanente", com o objetivo de garantir áreas de lazer na cidade.

A ideia de bloquear a via é o embrião de um projeto maior, que deve se estender para avenidas de toda a capital. 

"Todos as subprefeituras estão neste momento discutindo nos seus bairros a possibilidade de abrir ruas para lazer aos domingos", disse o prefeito. "O que estamos propondo é discussão de política pública permanente." 

De acordo com Haddad, a Paulista tem o "papel simbólico" para instalar a discussão na capital. "Como é muito representativa da cidade, simboliza muita coisa. Aqui acontecem as manifestações democráticas. Você acaba fazendo dela o expediente para alargar o debate e fazê-lo acontecer na cidade toda", afirmou.

A Prefeitura quer fechar pelo menos uma via em cada uma das 32 subprefeituras. Estão em análise as Avenidas Faria Lima, dos Patriotas e Atlântica, na zona sul, e a Tiquatira, na zona leste da capital. Tatto disse ainda que as Avenidas Brás Leme, na zona norte, e Sumaré, na zona oeste, podem ser fechadas para lazer.

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