Paulista: juiz decreta prisão de agressor

Jonathan Domingues, de 19 anos, é único maior de idade entre acusados de ataques homofóbicos

Tiago Dantas / JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

22 Dezembro 2010 | 00h00

A Justiça decretou ontem a prisão preventiva de Jonathan Lauton Domingues, de 19 anos, acusado de espancar quatro pessoas em 14 de novembro. Os ataques aconteceram na Avenida Paulista, região central, e em Moema, zona sul. Quatro amigos dele, com idades entre 16 e 17 anos, também foram indiciados. Eles estão na Fundação Casa.

A Polícia Civil não havia recebido, até ontem à noite, o mandado de prisão. Só com esse documento em mãos os policiais poderão procurar o acusado e encaminhá-lo a um Centro de Detenção Provisória (CDP).

Jonathan chegou a ser intimado a depor em 24 de novembro, mas não compareceu ao 5.° Distrito Policial (Aclimação), onde o caso foi investigado. Na época, seu advogado, Édio Dalla Torre, disse que apresentaria seu cliente no "momento oportuno". Torre não foi encontrado ontem para comentar a decisão da Justiça.

Algumas vítimas acusam o jovem de fazer parte de um grupo que agredia homossexuais. Ele e um dos adolescentes internados na Fundação Casa foram reconhecidos pelo operador de viagens Renato Sérgio, de 37 anos, que ficou uma semana internado após apanhar na saída de uma casa noturna na Rua Augusta, região central, em março. Renato disse à polícia que foi atingido no rosto oito vezes por Jonathan, que usava um soco inglês.

Em 14 de novembro, o jovem chegou a passar uma noite na carceragem do 2.° Distrito Policial (Bom Retiro) por conta de uma série de quatro agressões. A primeira confusão ocorreu na saída de uma festa na Avenida Ibirapuera, Moema. O estudante L., de 23 anos, fraturou o maxilar após apanhar do grupo.

Jonathan e os quatro jovens seguiram para a Avenida Paulista, onde espancaram mais três pessoas. As ações foram filmadas e, em uma delas, um vigia presenciou o crime. A testemunha revelou que ouviu os acusados usarem termos homofóbicos. Um quinto caso ainda é investigado. O guardador de carros G., de 18, alega que foi agredido pelo grupo naquela mesma noite, na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, região central, e que foi roubado.

A prisão de Jonathan foi decretada pelo juiz Bruno Ronchetti, da 1.ª Vara do Tribunal do Júri, atendendo a pedido da promotora de Justiça Solange Azevedo Beretta da Silveira. O acusado era instrutor de jiu-jítsu em uma academia da Vila Mariana, zona sul, segundo a polícia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.