05 de outubro de 2013 | 02h06
Mas não somente os corredores de comércio ficaram mais caros nos últimos quatro anos - e, por isso, sujeitos a reajuste de até 45% de IPTU -, mas também terrenos ocupados por imóveis residenciais. É o caso das já valorizadas Ruas Campo Verde, Ibiapinópolis e Angelina Maffei Vita, todas localizadas entre o Jardim Paulistano e o bairro de Pinheiros, na zona oeste. Na média, o metro quadrado na região é de R$ 11 mil. Vale lembrar que, apesar de alto, o valor é venal e, por isso, abaixo do praticado pelo mercado.
Mesmo comparada a bairros que concentraram alta quantidade de lançamentos residenciais de 2009 para cá, a região dos Jardins continua imbatível. Apesar de toda a valorização, dificilmente o metro quadrado venal de terrenos da Lapa, zona oeste, passa de R$ 2 mil. E até quando se compara os Jardins à região da Vila Mariana, a mais valorizada no período, segundo a Prefeitura, a diferença continua alta. No bairro da zona sul, o metro quadrado é de aproximadamente R$ 5,5 mil.
Distorções. Com valorização imobiliária média de 130% em toda a cidade, a proposta de revisão da PGV estabelece semelhanças em regiões com alto grau de distorções. É o caso da Cracolândia, cuja valorização sugerida pela gestão Haddad é a de 135%, quase a mesma da proposta para a Rua 25 de Março, que alcançou 127%, e até da Avenida Paulista, que ficou em 132,8%.
Para o diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), Luiz Pompéia, a valorização real da Cracolândia, por exemplo, não chega a 40%. "Não há uma padronização, como está colocado. São Paulo tem muitos contrastes. A valorização de um bairro é diferente da de outro. A pesquisa deve ser mais detalhada para evitar equívocos", diz. /A.F.
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