Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Paulista deve ser fechada aos domingos em definitivo ainda neste mês, diz Haddad

Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse que é 'provável' que via seja liberada apenas para pedestres e ciclistas a partir do dia 30

O Estado de S. Paulo

18 de agosto de 2015 | 13h58

Atualizada às 21h19

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse na manhã desta terça-feira, 18, que o segundo e último teste de abertura da Avenida Paulista para pedestres e fechamento para carros, previsto para o próximo domingo, será decisivo para a Prefeitura deliberar se adota a medida em definitivo aos domingos. Haddad afirmou que é “provável” que a decisão já comece a valer a partir do fim de semana seguinte, dia 30. 

Segundo o prefeito, estudos técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) indicam que a proposta de bloqueio é “possível e desejável”. “A CET pediu um segundo e último teste para a tomada de decisão final. Se tudo funcionar como previsto, nos estudos, a decisão vai ser tomada no sentido de abrir todo domingo para a população. Os estudos vão na direção de que é possível e benéfico para a cidade"” afirmou Haddad. 

O primeiro teste foi feito em 28 de junho, na inauguração da ciclovia da avenida. O segundo ocorre no próximo domingo, durante a inauguração da ciclovia da Avenida Bernardino de Campos. Segundo o prefeito, desde junho, a CET tem feito reparos em relação a equipamentos “que precisam ter garantido o acesso”, como clubes, hospitais e condomínios.

A presidente da Associação Paulista Viva, Vilma Peramezza, demonstrou surpresa com a declaração de Haddad. Segundo ela, uma reunião com a CET no dia 6 de agosto definiu que a entidade teria 30 dias para entregar um levantamento dos prejuízos causados aos estabelecimentos comerciais com o bloqueio da via. O prazo expira em 6 de setembro. 

Vilma disse que a Prefeitura fez estudos técnicos, mas esqueceu dos impactos econômicos que a medida poderá causar. Segundo ela, a associação foi procurada por clubes e cinemas que ameaçaram fechar as portas em caso de bloqueio da via. Questionada se é contra ou a favor do fechamento, a presidente não quis responder, mas aproveitou para fazer uma crítica. “Estamos vivendo dias terríveis. Tenho 73 anos e nunca vi isso. É contra ou a favor (do fechamento)? Aí  você carimba: quem é a favor, é progressista; quem é contra, é coxinha.”

Minhocão. Vilma rebateu comparações entre o fechamento do Minhocão e da Paulista. “O Minhocão pode virar uma praça. Já matou a Avenida São João há muitos anos. A Paulista tem outra história. Não existe lugar mais democrático do que a Avenida Paulista.” Após dois testes da CET, o Elevado Costa e Silva, o Minhocão, foi fechado em definitivo aos sábados, a partir das 15 horas, desde 11 de julho.

Tudo o que sabemos sobre:
Avenida PaulistaSão Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.