Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Paulista amanhece pintada com frase 'Vidas Pretas Importam'

Três faixas da avenida, sentido Rua da Consolação, ficaram interditadas para secagem da pintura; por volta das 13h30 a pista foi totalmente liberada

Ana Paula Niederauer, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2020 | 10h01

Em manifestação contra o assassinato de João Alberto Silveira Freitas, um grupo de artistas pintou a hashtag #VidasPretasImportam" em uma das pistas da Avenida Paulista, sentido Rua da Consolação, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP).

O coletivo iniciou a pintura na noite desta sexta-feira, 20, e terminou por volta das 5h da manhã deste  sábado, 21.

De acordo com a Companhia de Engenharia Tráfego (CET), três faixas da Avenida Paulista, sentido Rua da Consolação, permaneceram interditadas nesta manhã para secagem da pintura.  Por volta das 13h30 a pista foi totalmente liberada.

A intervenção contou com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, da CET, GCM e Polícia Militar.

O assassinato de João Alberto, homem negro de 40 anos, por seguranças no Carrefour Passo D'Areia, em Porto Alegre, gerou protestos em diversos locais do Brasil nesta sexta-feira. Manifestantes entraram em unidades do supermercado.

Na capital do Rio Grande do Sul, a manifestação começou no início da tarde, em frente à loja onde aconteceu o crime. Com cartazes, bandeiras e faixas destacando que “vidas negras importam”, milhares de manifestantes exigiram justiça pelo assassinato . A realização do protesto ganhou adeptos nas redes sociais.

Em São Paulo, manifestantes se concentraram, justamente, no vão do Masp por volta das 16h de sexta-feira. Cerca de duas horas depois, um grupo de mais de 600 pessoas iniciou uma caminhada em direção ao Carrefour que funciona na rua Pamplona. Uma pequena parte dos manifestantes pegou pedras dos vasos do estacionamento e arremessou contra os vidros do supermercado.

No Rio de Janeiro, dezenas de manifestantes fizeram um protesto no supermercado Carrefour da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. Aos gritos de "Assassino, Carrefour", eles chegaram a protestar até mesmo dentro do supermercado, pedindo para que a unidade fechasse.

Em Brasília, as manifestações se concentraram no Carrefour localizado na Asa Sul. O ato começou na rua e depois entrou na unidade para pedir seu fechamento.

A manifestação em Belo Horizonte aconteceu em frente a uma das lojas do grupo no Centro da cidade. O supermercado teve as portas fechadas logo depois do início do protesto, por volta das 15h. A Polícia Militar acompanhou toda a manifestação.

Em Fortaleza, houve dois protestos, o primeiro, que já estava organizado, ocorreu em frente à Secretaria de Segurança Pública e o segundo em frente ao supermercado Carrefour, no bairro Aldeota, zona nobre da capital cearense.

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