Paulista: 7 mil pessoas em abraço simbólico

Ato no horário do almoço reuniu de trabalhadores a estudantes e PMs

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2011 | 00h00

A Avenida Paulista ganhou ontem um "abraço sincero". O plano, divulgado nas redes sociais, era simples: apenas dar as mãos a quem estivesse ao lado, em um gesto pela cidade. Trabalhadores em horário do almoço, estudantes que vieram de outros bairros e até policiais militares participaram do ato. "Não é uma manifestação, mas uma ação coletiva pela paz", diz Antonio Carlos Franchini, presidente da Associação Paulista Viva.

A associação colaborou na ação, que teve a participação de cerca de 7 mil pessoas, segundo os organizadores. A concentração foi na frente da TV Gazeta, mas também ocorreu no Masp, no Conjunto Nacional e na Escola Estadual Rodrigues Alves.

No ponto principal, policiais militares ligaram as sirenes exatamente às 12 horas para dar largada aos abraços. "Participamos como cidadãos paulistanos", disse o coronel da PM Newton Massami Tamada. De mãos dadas, as pessoas percorreram alguns metros - sem interferir no trânsito. "São dois desafios: fazer as pessoas pararem e depois darem as mãos para quem não conhecem", disse o idealizador, Fernando Sant"Ana.

Por um abraço, o estudante Henrique Castilho, de 18 anos, saiu do Belenzinho, na zona leste, e foi de metrô para a Paulista. "É um abraço sincero. Acho que as passeatas com muita ideologia acabam sendo hipócritas. Quando a gente planeja só dar a mão faz mais sentido." A ação durou dez minutos.

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