Paulinho quer discutir greve da polícia civil com Lula

Os policiais, que estão em greve há mais de um mês, entraram em conflito na quinta-feira com a polícia militar

Carolina Ruhman, da Agência Estado,

17 de outubro de 2008 | 19h05

O presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, quer aproveitar a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo no sábado, 18, em um ato de campanha de Marta Suplicy (PT), para discutir a situação dos policiais civis, que estão em greve há mais de um mês. Na quinta-feira, 16, os policiais civis entraram em confronto com a Polícia Militar.   Veja também: Em reunião, policiais civis organizam paralisação nacional Confronto entre policiais deixou pelo menos 32 feridos Para Serra, não houve intransigência em conflitos de São Paulo Marta acusa Serra de 'incapacidade' de negociar o confronto Confronto 'desgasta' imagem das polícias, afirma Tarso 'É preciso restabelecer a calma', diz FHC sobre conflitos em SP Policiais civis do País podem parar em apoio à categoria em SP Futuro da greve preocupa e divide sindicatos e associações Erro de planejamento piorou situação do conflito entre polícias 'Teve policial atirando contra o Palácio dos Bandeirantes', conta o jornalista Marcelo Godoy  Galeria de fotos do conflito no Morumbi Policiais civis e militares entram em confronto em SP; assista  'PM tem obrigação de manter a ordem', diz José Serra  Manifestação de Polícia Civil foi feita por "minoria", diz Marrey Paulo Pereira da Silva diz que José Serra não está aberto ao diálogo  Antes da manifestação, Serra disse que 'não negocia com greve' Todas as notícias sobre a greve   Lula participa no sábado, 18, na capital paulista de ato de apoio a Marta junto com movimentos sociais. "Durante esse evento, a gente vai conversar com o presidente se dá pra ele receber em uma salinha uma comissão de dirigentes do Sindicato dos Policiais Civis de São Paulo", disse Paulinho à Agência Estado. Ele explicou que a categoria quer entregar ao presidente um documento relatando as condições de trabalho e salariais dos policiais em São Paulo.   O Sindicato dos Investigadores da Polícia do Estado de São Paulo reuniu-se na tarde desta sexta-feira, 17, com o sindicato dos policiais civis e representantes das centrais sindicais. De acordo com Paulinho, o presidente do Sindicato dos Investigadores, João Batista Rebouças Neto, anunciou no encontro uma paralisação nacional da Polícia Civil no dia 29 de outubro, como uma manifestação de apoio aos colegas paulistas.   "Aqui em São Paulo a gente acha desnecessário fazer mais qualquer ato", ressaltou o dirigente sindical. Ontem, policiais civis em greve entraram em confronto violento com a Polícia Militar, na tentativa de chegar ao Palácio dos Bandeirantes, com direito a bombas de gás lacrimogêneo e tiros de balas de borracha.   Paulinho rebateu as críticas do governador José Serra (PSDB), que viu "motivações políticas" no incidente. "Não tem política nessa história. O que tem é falta de competência", atacou, destacando que o conflito foi causado por "falta de negociação". Entretanto, o presidente da Força Sindical reforçou a intenção da categoria de negociar o ajuste salarial. "Se ele (Serra) chamar hoje, eu tenho certeza que os policiais vão lá e resolvem imediatamente".

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