Kevin Lamarque/Reuters
Kevin Lamarque/Reuters

Paul McCartney fará 2 shows em SP

Ex-beatle se apresentará em 7 de novembro em Porto Alegre, passará pela Argentina e voltará nos dias 21 e 22 ao Estádio do Morumbi

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

30 Setembro 2010 | 00h00

A produtora DC Set Promoções, de Dody Sirena (que também é empresário do cantor Roberto Carlos), confirmou ontem três shows do cantor e compositor Paul McCartney no Brasil, além de dois concertos na Argentina. Paul toca com sua banda no dia 7 de novembro, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Em seguida, vai à Argentina (canta no Estádio do River Plate nos dias 10 e 11 de novembro, em Buenos Aires). Depois, retorna ao Brasil para shows nos dias 21 e 22, em São Paulo, no Estádio do Morumbi.

A DC Set informou que os detalhes estão sendo definidos nesta semana - vendas de ingressos, logística, agenda do cantor -, mas a turnê começa mesmo pelo Sul do País.

Muitas especulações sobre a vinda do cantor têm surgido nos últimos meses, mas é a primeira vez que uma produtora assume oficialmente que fechou contrato com o artista. Também é aguardada uma apresentação de Paul em Santiago, no Chile.

McCartney, de 68 anos (quatro anos mais velho do que o antevisto na letra de When I"m Sixty-Four, do disco Sgt. Pepper''s Lonely Hearts Club Band), veio duas vezes ao Brasil anteriormente, em 1990 e 1993. Foi o único beatle a se apresentar no País - George Harrison esteve no Brasil para acompanhar corridas de automóveis uma vez.

"Foi no Brasil que ele bateu o recorde de público numa noite, o das 184 mil pessoas, em 1990, no Maracanã; aquilo foi uma loucura, havia pessoas fazendo sexo no meio da plateia, eu vi", disse, em 1997, Geoff Baker, relações-públicas do cantor.

"Compensação". A vinda de Paul McCartney é, para os beatlemaníacos, algo que compensa, de certa maneira, a própria frustração de nunca terem podido ver os Beatles juntos. "Sem dúvida, os Beatles jamais quiseram aparecer no palco como The Beatles de novo. Nenhuma quantia em dinheiro teria mudado isso. Um promotor de Nova York ofereceu a eles doar US$ 30 milhões para caridade se aceitassem sua oferta, e eles nem sequer levaram isso em consideração. Uma coisa em que os Beatles concordavam era que seu legado era preciso. Eles nunca fariam nada, nada mesmo, para maculá-lo. Eles tinham sido os Beatles por 10 anos. E posso assegurar a você que sua performance como banda no topo de seus escritórios em 1970 seria sua última, para sempre, mesmo se todos eles tivessem conseguido viver até hoje", disse ao Estado o escritor Bob Spitz, autor de The Beatles - A biografia (Editora Larousse do Brasil, 2007).

O atual show com que McCartney excursiona tem um quê de retrospectiva da carreira. Antes de ele subir ao palco, os dois telões mostram um pot-pourri de imagens do artista durante sua carreira de cinco décadas, com a trilha sonora de várias épocas.

O concerto dura em média três horas, e começa com um hit da banda que Paul teve após os Beatles, The Wings: Venus and Mars/Rock Show, seguido por Jet, de sua Band on the Run, de 1974 (veja acima o set list defendido por Paul em agosto, em Toronto, no Canadá).

Então, com All My Loving, ele abre um set de canções da maior banda de rock de todos os tempos, The Beatles, como Drive My Car (do álbum Rubber Soul, sexto disco do grupo, de 1965). Uma viagem no tempo.

(PROVÁVEL) SET LIST

Músicas do show no Air Canada Centre Toronto, em 8 de agosto

Venus and Mars/Rockshow

Jet

All My Loving

Letting Go

Drive My Car

Highway

Let Me Roll It/Foxy Lady

The Long and Winding Road

Nineteen Hundred and Eighty Five

Let "Em In

My Love

I"ve Just Seen A Face

And I Love Her

Blackbird

Here Today

Dance Tonight

Mrs Vandebilt

Eleanor Rigby

Something

Sing The Changes

Band On The Run

Ob-La-Di, Ob-La-Da

Back In The U.S.S.R.

I"ve Got A Feeling

Paperback Writer

A Day In The Life/Give Peace A Chance

Let It Be

Live and Let Die

Hey Jude

Day Tripper

Lady Madonna

Get Back

Yesterday

Mull of Kintyre

Helter Skelter

Sgt. Pepper"s Lonely Hearts Club Band

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