Filipe Araujo/AE
Filipe Araujo/AE

Paul abre show em SP: ''Tudo bem? E aí, galera?''

Ídolo começou sua apresentação na cidade às 21h33, com plano de cantar 35 músicas

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2010 | 00h00

Às 21h33, de terno azul, o mítico contrabaixo "canhoto" nas mãos, Paul McCartney entrou no palco do Estádio do Morumbi, na zona sul, em seu primeiro show da turnê "Up and Coming Tour" em São Paulo. Acenou para os fãs e emendou uma sequência já amplamente conhecida de sucessos: Venus and Mars, Rockshow, Jet, All My Loving, Drive My Car, Highway e Let Me Roll It.

"Oi, tudo bem? Oi, boa noite. Boa noite, São Paulo. Boa noite, Brasil", disse o ex-beatle, devidamente ensaiadinho no português. "E aí, galera? Irráááá!", gritou. E foi pontuando as canções com as frases decoradas. "Esta noite eu vou falar português. Mas vou falar mais inglês", disse, arrancando risos das 64 mil pessoas que lotavam o Morumbi. A previsão era de três horas de apresentação, com 35 músicas previstas no repertório.

A partir de The Long and Winding Road, ele foi ao piano, sem blazer azul por causa da noite de calor, mostrando os suspensórios. O Morumbi estava encantado. "Eu escrevi essa música para o meu amigo John", disse Paul, antes de cantar Here Today, em referência a John Lennon. Ao tocar My Love, dedicou a canção aos casais de namorados que assistiam à apresentação.

Antes do show. O ex-beatle já estava animado desde a tarde. Pouco antes do show, entre as 16h40 e as 17h30, ele fez a passagem de som, assistida por 200 fãs vips (veja ao lado). Nela, tocou até uma música do grupo Rolling Stones, segundo seus assessores.

Durante o dia, fãs menos sortudos se aglomeraram na porta do Grand Hyatt Hotel, na zona sul. Ninguém ganhou autógrafo, mas o simples aceno de Paul McCartney pela janela do carro, por volta das 16h30, já foi suficiente para levar algumas pessoas às lágrimas.

Uma delas era Zuleide Rodrigues, de 42 anos, que acompanha o ídolo há pelo menos duas décadas e, na década de 1990, quando Paul fez o histórico show para quase 200 mil pessoas no Maracanã, no Rio, conseguiu um autógrafo. "Fomos até o aeroporto. Ele desceu do carro, autografou nossos discos e conversou com a gente", lembra Zuleide, emocionada.

Já Hilton Marta Paula, de 40 anos, jurava de manhã que a sombra de um homem atrás de uma das janelas da suíte presidencial, no último andar do Hyatt, era de Paul McCartney. "Olhe aqui. É ele sim. Tenho certeza", dizia, mostrando a imagem na câmera fotográfica. / COLABOROU FELIPE BRANCO CRUZ

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.