PATTON: O CANTOR DE CANTINA

Um dos shows mais aguardados pelo público no Sunset - assim como no primeiro dia - teve um atraso colossal, de quase duas horas. A apresentação de Mike Patton com a Orquestra Sinfônica de Heliópolis estava prevista para ter início às 18 horas, mas começou pouco antes das 20 horas.

O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2011 | 03h01

Enquanto os técnicos tentavam solucionar os problemas, os integrantes da orquestra, todos vestidos com camisas da seleção brasileira, eufóricos por sua apresentação num festival do porte do Rock in Rio, tentavam ludibriar a plateia e amansar os ânimos com o retardamento do show.

Quando teve início o concerto, mesmo com o fato de ser a primeira apresentação do vocalista do Mondo Cane (e ex-Faith no More) no Rio, o que se viu foi uma enxurrada de clichês musicais. O clima era de tarantela americanizada em um restaurante de fundo de quintal do Bexiga, com Patton cantando em italiano.

A plateia entrou no clima apenas quando Patton deu pitadas de rock no palco, proclamando palavrões em inglês e em português para cativar os jovens presentes. "Rock in Rio? Rock in São Paulo? Rock in Heliópolis? Mother Fuck (filho da p...)", brincou o vocalista.

Na segunda metade do show, os meninos de Heliópolis entregaram uma camisa com número 13 da Seleção a Patton, que de maneira populista não hesitou em vesti-la. Os integrantes da orquestra fizeram sua parte com competência. Não tiveram culpa e nada puderam resolver diante de arranjos tão cafonas. Pelo que ainda há pela frente no Palco Sunset, com algumas atrações estrangeiras, como Afrika Bambaataa, Joss Stone e The Growlers (com Marcelo Camelo), tudo indica que Patton será a menos lembrada. / L.N.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.