Pastores evangélicos usam arte para pregar e se manifestar

A história das periferias e de suas instituições faz parte da cena do grafite atual em São Paulo. Nos muros, há traços cuja origem remete aos evangélicos e às Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica.

Bruno Paes Manso e Laura Maia de Castro, O Estado de S.Paulo

05 de janeiro de 2014 | 02h01

Antônio Duque de Souza Neto, o Tota, do coletivo 5 Zonas, tem 40 anos e grafita há 24. É um dos principais nomes da cena de São Paulo. Fã de quadrinhos quando criança, sua maior influência é Mauricio de Sousa e a Turma da Mônica. Junto com Anderson Hope (Hope) e Eder Sandro Alexandre (Sow) forma o 5 Zonas. Tota e Hope, além de artistas e grafiteiros, são pastores de igrejas pentecostais.

"Ajuda a conversar com a molecada. Eles veem a gente grafitando e isso acaba quebrando o estereótipo que se tem em relação aos evangélicos", diz Tota. Já o Centro de Convivência Santa Doroteia, que bancou o curso de artes feito por Mauro Sérgio Neri da Silva na Itália, começou a atuar no Grajaú, na zona sul, junto com os padres progressistas das Comunidades Eclesiais de Base, nos anos 1980. "A igreja tem papel importante na minha história e na da periferia sul da cidade", diz Mauro.

Uma das principais obras do artista está sobre o Rio Pinheiros, em Interlagos, na zona sul. "As pontes são um símbolo da exclusão. Grafitar essa obra é uma maneira de provocar a reflexão em São Paulo."

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