Passe Livre vai propor lei de tarifa zero

Nas ruas. Contra ajuste no preço do ônibus, ação teve fama no início do ano

Paulo Saldaña,

28 Julho 2011 | 02h00

"Ei, Kassab, vai pegar busão!", foi uma das frases mais ouvidas pelas ruas do centro da capital no começo do ano. Esse foi um dos gritos de guerra do Movimento Passe Livre, que entre março e abril parou várias ruas da cidade em manifestações contra o reajuste da tarifa de ônibus para R$ 3 - promovido pelo prefeito Gilberto Kassab (sem partido).

As manifestações cessaram, mas o movimento não está morto. É o que garante um dos mais ativos membros da linha de frente do movimento, Caio Martins, de 17 anos, que reúne, na maioria, estudantes do ensino médio e universitários. "O movimento não existe só com manifestações, nós nos reunimos todas as semanas", diz o estudante, que cursa o 3.º ano do ensino médio no Colégio Santa Cruz, na zona sul. "Fomos para a rua contra o aumento, mas não conseguimos a redução", completa.

Além das reuniões, o Passe Livre também participa de debates sobre mobilidade e faz campanhas em escolas.

Martins explica que o grupo trabalha para, a partir de agosto, recolher assinaturas para o projeto de lei pela gratuidade da tarifa - para todos os cidadãos. Precisam de 500 mil assinaturas para que a proposta de iniciativa popular vá para a Câmara. "A gente vai abrir o debate. Novas passeatas vão depender da campanha."

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