Pássaro morto na pista atrasa voo em Cumbica

Dos 291 voos previstos para Guarulhos, 76 (26,1%) sofreram atrasos

Maíra Teixeira, estadao.com.br,

19 de dezembro de 2009 | 01h23

Segundo a assessoria de imprensa da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), foi um pássaro, e não um cachorro, o bicho encontrado morto na pista do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, na noite desta sexta-feira.

 

Segundo a empresa, o pássaro estava em uma das cabeceiras da pista e foi visto pelo comandante de uma aeronave que realizava um pouso, às 20h45. Sabendo o perigo do pássaro ser sugado pela turbina das aeronaves, o piloto imediatamente comunicou a torre de controle e, sete minutos depois, segundo a Infraero, o pássaro já havia sido retirado da pista.

 

Esses sete minutos gastos no procedimento de retirada do pássaro causaram atraso, segundo a estatal, em apenas dois voos - um que estava prestes a realizar pouso e outro que esperava para decolar. Até o final da noite, 26,1% dos voos programados para toda a sexta-feira (desde à zero hora), em Cumbica sofreram atrasos.

 

Segundo a jornalista Tânia Monteiro, que estava no voo da TAM, com chegada prevista para as 21h20, que só conseguiu pousar às 22h30, o comandante da aeronave informou que teria de ficar em órbita (dando voltas no aeroporto) até que a torre de comando liberasse a aterrissagem.

 

"O piloto disse que ficamos em órbita em Ribeirão Preto e depois em Pirassununga. Em um momento ele informou ainda que teríamos a opção de descer em Campinas, mas acabou pousando em Cumbica mesmo." A jornalista destacou que tinha um outro voo marcado às 23h10 e que enfrentou um caos no aeroporto.

 

"Cumbica está lotado, está tudo atrasado, com filas quilométricas no embarque 1 e 2 e na Polícia Federal. Se essa é a nossa porta de entrada para a Copa do Mundo temos de reavaliar. Como pode ter um animal morto na pista de um aeroporto?", indaga.

 

Atualizada às 7h43

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