Passagem de ônibus em São Paulo sobe de R$ 2,70 para R$ 2,90 em dezembro

De acordo com o prefeito Gilberto Kassab, cidade terá orçamento recorde de R$ 34,6 bi em 2011

Bruno Ribeiro e Diego Zanchetta

28 de setembro de 2010 | 12h46

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), colocou no orçamento para 2011 a estimativa de aumento da passagem de ônibus de R$ 2,70 para R$ 2,90. Segundo Kassab revelou ao Estado na manhã desta terça-feira, 28, o reajuste deve ocorrer já em dezembro. "Pode ser um pouco mais, um pouco menos. Mas a cidade tem de ter um reajuste com base na reposição da inflação todo ano, sem deixar acumular (o preço). Isso é transparência", afirmou o prefeito.

 

A capital paulista terá um orçamento recorde de R$ 34,6 bilhões no ano que vem. Após registrar um crescimento na arrecadação de todos os tributos - como IPTU (12%), ICMS (30%) e ITBI (100%) -, a gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) elevou em 19,3% a estimativa de gastos no próximo ano, em comparação com 2010. O caixa do governo deve fechar este ano com movimentação de R$ 29 bilhões. A nova peça orçamentária será enviada à Câmara na quinta-feira, 30.

 

Kassab inflou a peça orçamentária ao colocar recursos “carimbados” das quatro operações urbanas em andamento na cidade. Serão R$ 1,3 bilhão das operações de um total de R$ 5,1 bilhões reservados para investimentos e novos projetos. A proposta ainda indica que a Prefeitura vai triplicar os gastos com os efetivos da Polícia Militar que trabalham no combate ao comércio irregular e na fiscalização do trânsito.

 

O governo municipal também tentar fazer em 2011 uma parceria público-privada (PPP) para viabilizar a construção dos três hospitais prometidos por Kassab durante a campanha de 2008, nos distritos de Parelheiros, Brasilândia e Vila Matilde.

 

Dívida. O prefeito aposta na renegociação da dívida da cidade com o governo federal, estimada atualmente em R$ 40 bilhões, para aumentar a capacidade de investimentos. Ao todo, 13% dos recursos da Prefeitura tem sido gastos com a amortização dos juros de um financiamento acordado em 2000. O prefeito tentará fazer esse percentual caia para 6%, corrigidos pelos índices de inflação. “Teríamos R$ 1,5 bilhão a mais para investir”, disse o prefeito.

 

“A cidade tem duas questões a serem resolvidas. A dívida e as fontes de financiamento para a saúde”, segundo Kassab. “E essa é uma questão que eu pretendo resolver, mas que só serão sentidas no próximo governo”, disse.

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