Passageiros reclamam de demora e burocracia

Principal queixa atualmente é que, para tirar passaporte, é preciso entrar no site da PF por dias seguidos até conseguir agendar uma dataDifícil. Só o lugar mais longe estava disponível, diz Rosária

NATALY COSTA e BRUNO TAVARES, O Estado de S.Paulo

26 Dezembro 2010 | 00h00

A troca do sistema de distribuição manual de senhas pelo agendamento eletrônico, em 2007, facilitou a vida de quem quer tirar o passaporte. As dificuldades para se conseguir dia e horário, porém, têm deixado para as pessoas a impressão de que o processo ainda é "lento e burocrático". São vários os relatos de quem tenta por semanas agendamento nos postos das grandes capitais, sem sucesso.

Com o aumento da demanda, a tarefa ficou mais difícil. "Depois de quase 15 dias tentando, o único lugar que tinha era o mais longe da minha casa. Tive de ir nele", conta a decoradora Maria Rosária Bastos da Cunha, de 48 anos, que mora em São Paulo.

O calvário dela para renovar o passaporte do filho é parecido com o de várias pessoas. Ela chegou a pagar a taxa de R$ 156,07, mas nada de aparecer data. "Eles recomendam que entre no site todo dia, eu entrei. Também falam que você pode ir pessoalmente caso não consiga online." Foi à sede da PF com os documentos e ouviu que "não adiantava ir pessoalmente". Continuou tentando por duas semanas e, em novembro, só conseguiu data para 4 de janeiro. "Ainda tive de ouvir que as coisas são assim porque a gente deixa para última hora. Só preciso desse passaporte para março, estou adiantada."

O analista de sistemas Marcos Arouca, de 31 anos, que mora no Rio, também tentou por duas semanas, diariamente, até conseguir agendar. Além de penar no site, Arouca reclama ainda do atendimento no posto onde esteve. "Cheguei às 16 horas e esperei uma hora e meia. O funcionário parava toda hora para chamar outras pessoas, checar problemas de outro agendamento. As filas ficam enormes."

Os dias e horários lançados pela PF em seu site seguem a disponibilidade de atendimento nos postos. Como a procura está intensa - são mais de 1,5 mil atendimentos por dia em São Paulo -, conseguir a data mais conveniente está mais difícil.

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