Passageiros encontram estações de Metrô vazias e ônibus lotados

Ao contrário do caos da manhã, plataformas estavam pouco movimentadas na noite desta quinta; filas para coletivos eram longas

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

05 de junho de 2014 | 19h31

SÃO PAULO - Ao contrário do caos nas estações de Metrô da Linha 3-Vermelha na manhã desta quinta feira, 5, o usuário encontrou plataformas vazias e pouco movimento à noite. Às 18h, horário de pico, a estação Bresser-Mooca tinha em média 5 pessoas em cada porta aguardando para entrar no trem. "A estação é sempre mais lotada", disse a copeira Luciana Socorro Sousa, de 44 anos, que costuma frequentar o metrô neste horário. 

Na estação Brás, que servia de ligação com a CPTM, a situação não era diferente às 18h30. "Está todo mundo conseguindo entrar no primeiro trem que chega", comentou um funcionário da CPTM. Geralmente, os usuários têm de esperar ao menos dois trens antes de conseguir ingressar no vagão. Paula Gonçalves, de 40 anos, costuma pegar metrô até Itaquera, mas como a linha estava seguindo somente até o Tatuapé, ela teve de pegar o trem que segue para Guaianases. "Achei que o movimento estaria bem pior. Olha aí, o trem veio vazio!", exclamou ela.

A eletricista Gabriela Piovesan, de 20 anos, também estava animada. "Com essa greve, fui beneficiada. Como ofereceram um trem daqui do Brás direto para Francisco Morato, não precisei fazer baldeação na Barra Funda", afirmou Gabriela, que trabalha em Osasco e estava voltando para casa, em Santo André.

Segundo João Paulo Marcondes Lima, de 28 anos, a situação tranquila era reflexo das faltas ao trabalho. "Eu trabalho na parte de contabilidade de uma empresa que faz auditoria e só no meu departamento faltaram 3 pessoas por causa da greve. No resto da empresa, mais uns 10, 12", explicou. Ele diz ter apostado nisso quando saiu de casa, em Santo André. "Costumo ir trabalhar de carro, mas fiquei com medo do trânsito. Chutei que as pessoas não conseguiriam chegar ao trabalho e usei o trem. O trajeto de ida foi muito sossegado, assim como deve ser a volta", disse Lima, que aguardava o trem para Francisco Morato.

Ônibus. As filas para pegar ônibus no Tatuapé estavam grandes às 20h. Um funcionário da São Paulo Transporte (SPTrans) afirmou que a situação começou a complicar a partir das 17h. "Está ruim por causa da greve. Tem ônibus, mas não dá conta", explicou. Os coletivos que rumavam para a Vila Císper, na zona leste, eram os mais lotados. Passageiros formaram quatro filas paralelas para aguardar os ônibus. 

 

"Pego esse ônibus todo dia e nessa hora não é tumultuado assim. Hoje está bem pior", reclamou o montador José Clementina da Silva, de 33 anos, um dos mais exaltados com a demora. "Você vai ver a hora que vamos sair daqui. Cheguei faz pouco, mas tem gente na fila há mais de uma hora", disse ele.

A fisioterapeuta Jessica Grandino da Costa, de 22, percebeu que a situação estava complicada. "Eu costumo ir até a Penha e pegar uma perua que me deixa do lado de casa. Como o metrô não está indo pra lá, tenho que pegar esse ônibus. Mas dá para ver que não é normal esse movimento. Quatro filas e o povo gritando", comentou ela, que mora no Cangaíba, na zona leste.

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