Marcelo Carnaval/Agência O Globo
Marcelo Carnaval/Agência O Globo

Passageira é internada em estado grave

Duas mulheres baleadas foram liberadas pelos ladrões e levadas ao Souza Aguiar

, O Estado de S.Paulo

10 de agosto de 2011 | 00h00

RIO - O sequestro do ônibus Praça 15-Baixada Fluminense causou pânico no centro do Rio e rendeu cenas cinematográficas, com o encerramento quase na frente da prefeitura. Duas mulheres que estavam entre as reféns foram baleadas - uma delas foi internada em estado grave.

Ainda durante a negociação com o Batalhão de Operações Especiais (Bope), os bandidos permitiram que as mulheres fossem retiradas do ônibus. Elas seguiram em ambulâncias para o Hospital Municipal Souza Aguiar, também no centro. Uma delas foi atingida no tórax e submetida a uma cirurgia na noite de ontem. A outra vítima teria sido atingida nas nádegas, mas seu estado de saúde era estável.

Um motorista que passava pelo local também foi atendido no Souza Aguiar com um tiro de raspão no pescoço - e não corre perigo. Ele foi baleado quando não atendeu ao sinal de um dos bandidos que conseguiram fugir. Os outros dois feridos teriam sido agredidos no interior do ônibus.

"Todo mundo entrou em pânico. Durante o tiroteio o trânsito não andava e a gente só via as pessoas saindo correndo", relatou o estudante Jefferson Gonçalves, de 21 anos, aluno da Universidade Estácio de Sá. Ele estava na porta da faculdade quando viu os assaltantes agindo no interior do ônibus da Viação Jurema.

Gonçalves viu os bandidos agredindo um passageiro com coronhadas. E acompanhou quando os ladrões conseguiram desvencilhar-se do policial que havia entrado no veículo. "Eles obrigaram um passageiro a dirigir e fugiram. Tentaram mudar para a pista central e bateram no carro da polícia nessa manobra."

Na perseguição, contaram as testemunhas, os bandidos conseguiram furar um cerco de policiais e arrastaram pelo menos duas viaturas. Só pararam por causa dos pneus furados. E foi feito o cerco.

Ao perceber a gravidade do incidente, o comandante-geral da Polícia Militar do Rio, Mário Sérgio Duarte, foi ao local acompanhar a negociação. Às 21h30, ele anunciou a rendição dos bandidos e elogiou a ação dos negociadores do Bope. "Houve feridos, mas o resultado foi satisfatório, se considerarmos que conseguimos resgatar todas as pessoas e os criminosos se entregaram", afirmou o coronel.

Mais uma perseguição. Muitos motoristas abandonaram carros em pânico no centro do Rio. Um deles até foi usado por policiais para perseguir o bandido que fugiu no início da ação com um dos reféns. Ele saltou do ônibus ainda na altura da Universidade Estácio de Sá e baleou um motorista que tentou dominar. O bandido ainda teve sucesso ao abordar em um casal em uma Zafira, que foi obrigado a levar o bandido até as proximidades da Favela de Manguinhos - para onde conseguiu escapar da perseguição feita por policiais que usavam um Fiesta abandonado.

"Vimos um rapaz tentando fugir atravessando a avenida na frente dos carros. Quando viu a gente atrás dele, começou a atirar na nossa direção, mas meio a esmo. Aí foi um pânico, os motoristas saíram dos carros tentando se proteger", contou um dos policiais, que se identificou apenas como sargento Tenório.

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