Passageira agride tripulação e interrompe voo

Um avião da TAM que fazia a rota Londres-São Paulo precisou pousar no Recife no sábado, às 3 horas, por causa de uma passageira aparentemente embriagada e sob efeito de remédios que agrediu tripulantes e vizinhos de poltrona. A mulher, de identidade não revelada, desembarcou na capital pernambucana e foi encaminhada para a Polícia Federal. Os demais passageiros seguiram viagem para São Paulo duas horas depois.

, O Estado de S.Paulo

09 Setembro 2010 | 00h00

Segundo relatos de testemunhas a bordo do voo 8085, a passageira teria por volta de 50 anos e estava sentada nas últimas poltronas do avião. "Ela disse para o rapaz ao lado que tomou remédios e bebeu antes de embarcar, porque tinha medo de avião", disse o jornalista Tiago Maranhão, uma das pessoas a bordo. Mesmo assim, ela ainda teria bebido mais quatro copos de vinho durante a viagem.

Como a passageira falava alto, algumas pessoas pediram silêncio. "Foi aí que ela atirou uma nécessaire em quem pediu para que ela ficasse quieta", disse Tiago. Algumas horas depois, o comandante avisou que faria um pouso forçado, pois havia um "passageiro fora de controle" agredindo pessoas na aeronave.

A TAM informou que a medida foi tomada "para garantir a segurança do voo e a tranquilidade dos demais clientes". Após ser liberada pela polícia, a passageira seguiu viagem em outra aeronave da mesma companhia para São Luís.

Emergência Na segunda-feira, um outro passageiro, também da TAM, já havia causado transtornos a ponto de forçar um pouso inesperado no meio do percurso. No voo 3358, que ia de São Paulo para João Pessoa, um homem tentou abrir uma das portas de emergência do avião em pleno ar. Foi contido por aeromoças da companhia, mas o comandante resolveu interromper o trajeto para desembarcar o passageiro no Aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo a companhia aérea, o homem (cujo nome também não foi revelado) tem problemas mentais e é usuário de remédios controlados. Em Confins, foi levado pela Polícia Federal e aguardou liberação para embarcar de volta para a capital paraibana.

De acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), em casos como esses, o piloto tem autonomia para pousar onde precisar quando a situação exige intervenção federal.

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